26.11.13

OPERAÇÃO CAÇÃO - XVII


Valdemar bebericava um martini sentado numa cómoda poltrona branca. Não voltara a São Paulo desde os últimos acontecimentos. A necessidade de executar Octávio, um dos seus lugar-tenentes, e a investigação que estava a decorrer para encontrar os assassinos, fê-lo tomar aquela decisão. Não voltaria a arriscar. Decidiu refugiar-se na casa de Santa Catarina. Uma casa escondida de todos, no meio da mata, a oitenta quilómetros de Florianopólis. Uma casa que mandara construir de raiz, perto da Lagoa de Ibiraquera. Era daí que orientava o seu “latifúndio”. Uma extensa rede de túneis e um bunker enterrados na mata, faziam da casa uma fortaleza quase inexpugnável. No velho porto de Imbituba, do outro lado da lagoa, uma lancha rápida assegurava uma fuga por mar em caso de emergência. Um helicóptero dissimulado garantia deslocações urgentes.
(Continua)

3 comments:

João Menéres said...

Ai o malandro do Valdemar !

Eduardo P.L. said...

Hahaha! Voltei a rir pela enésima vez...

daga said...

que misterioso este Valdemar...que belo sítio para viver :))