27.11.13

OPERAÇÃO CAÇÃO - XVIII

Todos os bens de Valdemar estavam em nome de off-shores. Ninguém sabia quem ele era. Não saía de casa. Comandava tudo através de uma poderosa e sofisticada rede de comunicações. Mas, agora, Valdemar estava confrontado com um problema grave. Os chineses, que fabricavam o explosivo sintético, já deviam ter feito a entrega há oito dias. Era Octávio que tinha aquele “dossier”. Desde a sua execução os chineses começaram a ficar nervosos. Valdemar fora obrigado a assumir a operação. Aquele era um negócio demasiado importante para ele não se envolver directamente. Valdemar não gostava de se meter com bombistas, mas naquele caso o pagamento era astronómico. O estranho grupo de Bruxelas pagava dez milhões de dólares por cinquenta quilos de explosivo entregues de forma faseada em cinco vezes. Valdemar empenhara a sua palavra e a sua reputação. Os chineses não gostaram de ouvir outra voz ao telemóvel. Esperavam Octávio e apareceu-lhes Valdemar. Desconfiaram e interromperam a operação. Os explosivos já deviam ter saído do porto de Guangzhou, capital de Guangdong (Cantão), num navio de carga com destino a Marselha. Valdemar tomou uma decisão. Partiria imediatamente para Macau.

6 comments:

João Menéres said...

E vai deixar esta casa sem alguém que tome conta dela ?

Eduardo P.L. said...

Jorge, muito pouca gente percebe as brincadeiras e entre linhas desse seu conto. Daí, perdem parte importante do prazer e humor que contém.

João Menéres said...

O Eduardo, como sempre, tem toda a razão.

Jorge Pinheiro said...

Sem dúvida. É quase uma "private joke".

myra said...

amo seus Jokes!!!!

daga said...

um mafioso este Valdemar...eu percebo as "brincadeiras e entrelinhas, Eduardo, não se preocupe... mas não pode negar que este Valdemar é um mafioso!