1.11.13

OPERAÇÃO CAÇÃO - XVIII

 A segunda garrafa de vinho branco quebrou definitivamente a timidez. O decote de Idalécia descia sem pudor. Os olhos de ambos encontravam-se fixamente e as mãos começaram a tocar-se sem querer. A conta foi paga com uma rapidez inusitada. Idalécia perdeu a vontade própria. Melzek sentiu uma urgência excessiva. Eram duas da manhã quando Idalécia saiu do apartamento de Melzek. Estranhamente ele não se ofereceu para a levar a casa. Ela também não queria. Não queria que os vizinhos a vissem acompanhada. Nos dias que se seguiram, a rotina era a mesma. Trabalhava de dia e amava de noite. Idalécia começava a pensar seriamente em projectos mais duradouros. Talvez ele a amasse. Talvez pudesse partir com ele. Talvez pudessem casar. Talvez...
(Continua)

9 comments:

João Menéres said...

Esse soutien condiz com o texto ?
Mais parece primo do cinto de castidade...

Jorge Pinheiro said...

Se ela soubesse...

myra said...

sim parece cinto de castidade:) gostei!
ahahaha sim, se ela soubess:):):):

Eduardo P.L. said...

Não sei se prefiro o fotógrafo ou o escritor... srsrs

João Menéres said...

Não lhe diga nada, Jorge !

Jorge Pinheiro said...

Agradeço aos meus fiéis leitores.

daga said...

as mulheres esperam sempre demais, sonham sempre demais, vivem sempre demais...

Jorge Pinheiro said...

E os homens também.

daga said...

será?... pois só posso falar por elas... fico contente por saber que os homens também!