3.1.14

OPERAÇÃO CAÇÃO - XXIX

Passearam de mãos dadas com o luar a bater-lhes no rosto. Chegaram a um promontório isolado. Melzek beijou Idalécia com intensidade. Beijou-a repetida e apaixonadamente. Idalécia deixou-se arrastar até à beira do precipício. Num movimento súbito, Melzek empurrou-a. Idalécia caiu. Ele viu-a cair em câmara lenta. Matava ali a sua esperança. A esperança numa vida diferente. Percebeu que não era um homem normal. Nunca poderia ser um homem normal. O passado perseguia-o. O futuro não existia. Viu-a cair sabendo que nunca mais teria paz. Matava-se a si próprio. Um ruído surdo e o corpo imóvel jazia no fundo da ravina. Melzek virou-se desesperado e recebeu duas balas no peito. Recuou surpreendido. Um homem vestido de preto, encostou-lhe o cano da pistola com silenciador à cabeça e disparou sem piedade. O corpo de Melzek caiu do penhasco e ficou ao lado de Idalécia. Idalécia ainda gemia quando viu o corpo do alemão estraçalhar-se ao seu lado. A “Irmandade Branca” não perdoava.
(Continua)

5 comments:

Eduardo P.L. said...

Onde andam os leitores? Ou conto em capítulos não funciona?

Jorge Pinheiro said...

Nada funciona. Isto é só para nos entretermos.

daga said...

bem feito!!! já foste :)

Jorge Pinheiro said...

Os maus lixam-se sempre... Os bons também.

daga said...

esses mais depressa ainda :p