2.11.14

A INEXISTÊNCIA DA MENSAGEM

A vida resume-se a in e off line. O formato é o mais relevante. A novidade o mais importante. Recebi antes de ti. Partilhei, logo existo. You-tube muito à frente. Stream para todos. Namoro em sexting. Beijos no chat. Para quem julgava que a educação massiva iria dar mais conteúdo, acabou por verificar que cada vez há mais coisas para dizer e menos mensagem a comunicar. A mensagem esgota-se na descoberta da imensidão dos likes e dos amigos de serviço que nos dizem qualquer coisinha para alegrar. Hoje não é possível conceber outra vida. Recebemos as visitas no computador e não precisamos de oferecer cafezinho. As conversas limitam-se ao que queremos dizer e podemos sair de cena sem bater com a porta. Os tímidos ficam curados e os exibicionistas multiplicam o público. Este é o "admirável mundo novo" que criamos todos os dias ao escrever esta mensagem sem conteúdo. Espero que leikam. 

7 comments:

João Menéres said...

Por essas e por outras, é que o GRIFO está a planar pouco...

Eduardo P.L. said...

É bem isso mesmo.

Fatyly said...

Primeiro eu "leiko" os meus afazeres fora desta tela. Não troco pelo café com vizinhos que aparecem e só venho aqui "leikar" por pura distracção e gostar muito de ler/aprender...

Parabéns amigo pelo novo verbo que arranjaste: "Leikar" hehehehehehe e se faz favor quer um café:):):)

Jorge Pinheiro said...

Pode ser Sumol de limão :))

Li Ferreira Nhan said...

Também "leiko". Muito bom texto!.

Já as anteriores; da próstata, da defecada e do gayApple,
essa sua "amiga de serviço" não diz nem "qualquer coisinha para alegrar".
rsrsrsrs
;))

Jorge Pinheiro said...

:))

daga said...

de volta à caverna (desta vez virtual), mas caverna pura...