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19.1.15

VAMOS BRINCAR AOS ANÓNIMOS - II


Anonymous Anonymous said...
Por respeito aos seus leitores dever-lhes-ia contar a história por inteiro. Começo, meio e fim. Seria mais honesto, mais uma vez. Em calhando, poderão eles, ainda que pessoas inteligentes, não entenderem o "script". Certo?
Vamos lá, tenha coragem e conte-lhes as regras da brincadeira.

Uma pessoa merece sempre ser respeitada, mesmo quando erra, ou comete um pequeno lapso. Aliás, não foi o caso, pois no seu texto as duas palavras - incipiente ou insipiente - faziam sentido.
Era só uma questão de se esclarecer se eram principiantes ou ignorantes. É, o idioma português tem muito que se lhe diga.

Primeira pista: parece brasileiro... Embora consiga formular "dever-lhes-ia", acaba por se desmarcar "em calhando". Mas não será um "gerundivando" deliberadamente metido para enganar?  E será esta a mesma pessoa que ultimamente tem usado linguagem ordinária? Se calhar sim, se calhar não.... Estamos perante um formalista/linguista ou um linguista sem forma? E terá algum conteúdo? Adoro anónimos.

2.11.14

A INEXISTÊNCIA DA MENSAGEM

A vida resume-se a in e off line. O formato é o mais relevante. A novidade o mais importante. Recebi antes de ti. Partilhei, logo existo. You-tube muito à frente. Stream para todos. Namoro em sexting. Beijos no chat. Para quem julgava que a educação massiva iria dar mais conteúdo, acabou por verificar que cada vez há mais coisas para dizer e menos mensagem a comunicar. A mensagem esgota-se na descoberta da imensidão dos likes e dos amigos de serviço que nos dizem qualquer coisinha para alegrar. Hoje não é possível conceber outra vida. Recebemos as visitas no computador e não precisamos de oferecer cafezinho. As conversas limitam-se ao que queremos dizer e podemos sair de cena sem bater com a porta. Os tímidos ficam curados e os exibicionistas multiplicam o público. Este é o "admirável mundo novo" que criamos todos os dias ao escrever esta mensagem sem conteúdo. Espero que leikam. 

14.11.12

EDUARDO P. LUNARDELLI - O LIVRO

O livro " O ÚLTIMO BLOG e outras blogagens" esta disponível
Finalmente depois seis meses de intensa gestação, o livro esta na praça.
No formato de 14 x 21, com 320 páginas, Prefácio de Jorge Pinheiro, texto de orelha de Luis Bento, caricatura da capa de Roque Sponholz, começa a ser comercializado. Inicialmente os pedidos poderão ser feitos por e-mail (cimitan@terra.com.br ), ou pelo telefone 5511 30794433 ( falar com Cida ). Oportunamente estará em algumas livrarias na Cidade de São Paulo, e talvez algum site de vendas pela Internet. Estamos trabalhando nesse sentido.
Eduardo Lunardelli, que todos conhecem do "VARAL DE IDEIAS", lança o seu primeiro livro: "O Último Blog e outras blogagens". Foi um parto difícil, como convém a qualquer bom livro. Tive oportunidade de acompanhar o projecto desde o início e o privilégio de ser um dos primeiros a ler o texto, ainda que numa forma não definitiva. Coube-me a honra de escrever o prefácio e sobre o livro digo o seguinte:

 "...Quem lê "O Último Blog e Outras Blogagens” percebe logo que o Eduardo conseguiu o objectivo. A escrita é jazzie. Um swing de compasso irregular e batida intensa. Uma improvisação inspirada e em constante alternância de escalas. Sons urbanos escritos na pauta litorânea. Podemos começar a meio do solo. Voltar atrás para ouvir o tema. Cada instrumento soa distinto. Notas precisas. Estilo descontraído. É um caderno de anotações. Um “moleskine” digital que se reinventa no papel. Que se torna real. Que se levanta e anda. Reflexões e confidências. Política e amor. Humor e poesia. Guerra e paz. Eduardo consegue a proeza rara de transformar um blog num livro e fazer do livro um blog. Eduardo integra na perfeição os comentários que fizeram aos seus posts. Utiliza a escrita alheia para enriquecer o seu texto. Este é o espírito dos blogs. Aquilo que transforma um simples diário numa interactividade de opiniões. Sem isso, o livro seria, provavelmente, “a long boring solo”. Assim, é uma peça de surpreendente vivacidade em que a orquestra nunca desafina. Até porque há “Comentários que valem um post”.
Um livro de leitura obrigatória para quem frequenta blogues.


3.11.12

ESCREVER É PRECISO


Será que um blogue faz um escritor? Como em qualquer actividade, é preciso treinar, aperfeiçoar, insistir. Os atletas treinam. Os pintores pintam. Os músicos tocam. Pode-se ter jeito. Pode-se ter um dom. Mas sem prática, sem ritmo, sem persistência, nada se passa. Pode até sair um texto bom, um quadro interessante, mas isso não faz de nós um escritor ou um pintor. Há uma rotina diária ligada a qualquer actividade. A arte não é diferente. Antes pelo contrário, é muito mais exigente. Um escritor precisa de escrever todos os dias. De exercitar a imaginação. De desenvolver a criatividade. De depurar o estilo. De encontrar o ritmo. E, acima de tudo, precisa de aprender a escrever com clareza e concisão. Uma frase tem de ser precisa e objectiva. Num blogue não há espaço para devaneios. Ninguém lê mais de 20 linhas. Escrever, para mim, é ritmo e síntese. É esculpir frases. Procurar a perfeição estética em cada palavra. Encontrar a marcação exacta em cada parágrafo. A escrita gongórica, barroca ou excessivamente descritiva não faz o meu género. Um dia hei-de escrever uma só palavra e essa palavra dirá tudo. Um objectivo inatingível, mas que me ilumina como um farol. Um blogue não faz um escritor… mas ajuda muito.

19.7.12

E SE A VIDA FOSSE NO FACEBOOK?

Imaginem-se num café. A rotina diária à volta de uma mesa. Os amigos de sempre. Conversas estafadas. Os tiques que já se conhecem. As opiniões habituais. O Manel que cheira a suor. O Joaquim com mau hálito da boca. O Zé sempre a querer fumar. A Maria cheia de convicções. A Rita carregada de opiniões. As anedotas do costume. Piadolas banais. Gargalhadas de circunstância. Os filhos, os netos, os cães e os gatos... Imaginem-se num café apanhados na armadilha da tertúlia matinal ou do chá das cinco. Imaginem que não podem desligar. Que não podem ficar off-line. Que têm de continuar no chat até que o almoço os chame ou que o jantar faça horas. E a mulher do lado cada vez berra mais alto. O Zé está doido para fumar. O Joaquim insurge-se contra o governo. A televisão grita as últimas da crise. Na mesa ao lado discute-se futebol. A máquina lá atrás jorra cafés com ruído maquiavélico. A loiça escorrega das mãos atarefadas de empregados suados à beira do paroxismo, rebentando no chão de mosaicos como berlindes estilhaçados ... O sossego do Facebook. As novidades anunciadas no silêncio da partilha. Os comentários que não são obrigatórios. A conversa que se pode interromper. E podemos estar vestidos ou nus, desgrenhados ou de roupão... Uma vida global num clique solitário.

14.4.12

JORGE X MENA



(Desculpem a falta de fotos...)


"O EXPRESSO"


Finais de 2007, julgo. Eu saía de uma vida feita fora de casa e com muito pouco tempo livre, para uma reclusão forçada e demorada. A net e os blogues tornaram-se a minha ligação com o mundo exterior, perto e longe. Iniciava-me timidamente no “arrabisca”, com desenhos de meninas pequenas à medida da dimensão do meu sótão. Obrigava-me a sair e fotografava flores que postava no “de-olhar”. Foi aí que conheci o “EXPRESSO DA LINHA” e começámos a trocar comentários. Alarguei o leque de amigos virtuais através dele. Visitar-lhe o blogue tornou-se hábito diário.
Por essa altura, ele escrevia “Filhos do Povo do Sul”. O CD dos “Ephedra” chegou-me pelo correio. Mais do que as imagens, fascinava-me a sua escrita. Sintética. Incisiva. Expressiva. Esclarecedora. Objetiva. Lúcida!
Por algumas imagens, percebi que costumava passear-se pela minha cidade. Teríamos, seguramente, pontos em comum. Sem grandes problemas geográficos, foi fácil combinar um 1º encontro. Os meus amigos arredaram-se um pouco. Acabei por o conhecer REALMENTE , sozinha. E não me arrependo nem um pouco!
Nesse 1º encontro a três (que a Fernanda também foi), presenciado pelo Sebastião do Cutileiro, cimentou-se a amizade que já vinha de uma empatia virtual. Não tenho fotos. Ficou-me a lembrança da amena cavaqueira durante o jantar e o sabor das lulas fritas. A lembrança do passeio tardio por ruas estreitas e o Jorge de máquina fotográfica procurando varais escuros. Um fim de noite já com projetos conjuntos. A sensação de que o conhecia há muito.

Sem o Jorge não teria acontecido o Encontro de Blogueiros em Lagos. Um jantar memorável.




Um passeio de barco tempestuoso.


Um almoço com sorrisos e mais amigos.




Amigos virtuais que se tornaram reais.
Uns que ficaram até hoje, outros que se perderam. Continuo a ler o Jorge e a repetir-me em elogios à sua escrita. Deu-me a conhecer gente fascinante. Myra. Roberto Barbosa. Conta histórias da História que não me aborrecem. E surpreende-me muitas vezes com postagens inovadoras. Raramente partilhamos intimidades ou confidências, mas acontece ocasionalmente. Coisas de amigos de há muito tempo. É um privilégio sentir assim. Obrigada, Jorge, por teres postado flores.

Texto e fotos de Filomena Gonçalves (Mena)

13.4.12

FILOMENA GONÇALVES (MENA)

Este é o segundo desafio Virtual/Real. Hoje desafiei a Mena. Eu falo aqui, ela fala no blogue De-OLHAR Amanhã invertemos. Eu publico o post dela e ela o meu. Depois tudo será devidamente arrumado no blogue VIRTUAL/REAL Façam os vossos desafios. Todas as 6ª feiras.



Já não sei muito bem como entrámos em contacto. Provavelmente foi no contexto da Tertúlia Virtual. A Mena é de Lagos (Algarve). Eu tenho lá um apartamento de férias. Este foi o elo de ligação. Marcámos um encontro no Largo do "Sebastião". Acho que foi em 2009. Tínhamos a referência das fotos dos respectivos blogues. Daí para cá, sempre que vou lá abaixo, marcamos um jantar ou um encontro. O certo é que tenho já uma série de amigos em Lagos. Gente da terra. Gente que me transmite uma outra visão da cidade. Lagos transformou-se de um simples local de evasão, numa segunda morada. Passei a ter o privilégio de participar da vida da cidade e de não me sentir um mero turista. A esse encontro com a Mena devo esta "integração".


A Mena é discreta, talvez um pouco tímida. Uma pessoa calma e ponderada de quem é fácil gostar. Nada nela é exibicionista. A vida nem sempre lhe tem sorrido, mas ela sabe vencer a vida. Há na Mena muito daquele mar salgado que se lançou às descobertas sem medo, mas sem saber para onde ia. Uma fatalidade que todos os algarvios têm. Um destino intrínseco que os leva para lá do mar, mas que acaba sempre em terra. Ela mora na praia e a praia mora nela. Uma praia enorme que a apaixona permanentemente.
Lagos foi capital dos Descobrimentos até 1460, data da morte do Infante D. Henrique. Foi aqui que a aventura começou. O Algarve conheceu uma fugaz expansão, para rapidamente entrar em novo declínio. O Algarve tem vivido em permanente sobressalto económico. O fluxo turístico que invadiu o território a partir dos anos 60 do século XX não alterou mentalidades. Há uma tolerância por parte dos "locais", mas, simultaneamente, a sensação de que lhes estão a tirar algo. De facto há dois "algarves" que nunca se misturarão. O Algarve dos hotéis e dos pacotes turísticos, dos "pubs" e das discotecas, das férias por atacado e dos escaldões a granel. E um outro Algarve das tradições e das tertúlias, dos pescadores artesanais e dos petiscos ancestrais, da gente que fala rápido e cerrado. Um Algarve que teima em sobreviver. Um Algarve que mantém uma enorme ruralidade à beira do oceano.
A Mena faz parte deste "núcleo duro" de pessoas que não se deixaram vencer pela vassalagem turística. Talvez sofram por isso... Mas só assim o Algarve continua manter a sua personalidade. A Mena pinta, desenha e dedica-se ao artesanato. Os seus trabalhos podem ser vistos nos blogues ARRABISCA e TRAPICE A Mena é, também, uma das dinamizadoras dos "Contos do Barão", uma tertúlia interessantíssima, que pode ser consultada a partir do blog LAGOS e à qual espero ir um dia destes.
No Verão de 2010, a Mena organizou um Encontro de Blogueiros, em Lagos. Foi a oportunidade de muitos se conhecerem (sabem quem é quem?). Uma noite magnífica de calor que ainda aguarda por "resposta". Para a Mena e para todos os amigos de Lagos vai este post, com saudades de quem ainda não foi "lá baixo" este ano.

MENA/JORGE

Daqui a duas horas saiba tudo sobre o encontro Mena/Jorge. Mais um desafio VIRTUAL/REAL.

8.4.12

VIRTUAL/REAL

Foi um sucesso. Na próxima 6ª feira há mais. Lancei um desafio à Mena, do blogue DE-OLHAR. Ah, e claro, o Eduardo fez mais um blogue para acomodar os desafios que aí vêem... Lancem os vossos desafios. Não se acanhem. AQUI.

3.4.12

NÃO ESTAMOS SÓS

Tal como na vida real, é legítimo perguntar porque somos estes e não outros. Porque nos juntámos? Porque nos conhecemos? Porque, na imensidão da blogoesfera, criámos este núcleo de intimidade e não outro? Há um mistério no relacionamento que jamais saberemos explicar. Para mim, o acaso representa um factor primordial. As amizades não se escolhem por catálogo. Acontecem. Depois, ficam, mantêm-se, consolidam-se... ou desfazem-se, vá-se lá saber porquê. Não deixa de ser curioso que a representação que fazemos das pessoas, nem sempre corresponde ao que elas são na vida real. E isso, em termos virtuais, nunca poderemos saber com precisão. Há, por isso, amizades virtuais que não resistiriam ao quotidiano de um relacionamento intenso e amizades reais que não têm correspondência virtual sustentada. Estamos a criar novas formas de relacionamento. Com as suas especificidades e as suas limitações. Os seus mistérios e as suas certezas. E, como sempre na vida, é bom saber que está alguém desse lado.

HOMENAGEM DO JOÃO MENÉRES

O JORGE PINHEIRO COMEMORA
( E TODOS OS SEGUIDORES )
AMANHÃ, DIA 3 DE ABRIL,
O PRIMEIRO LUSTRO DO
EXPRESSO DA LINHA !

EM JEITO DE PRESENTE
E DE HOMENAGEM,
DEIXO ESTA IMAGEM
 

26.9.11

SOMOS TODOS BEIRÕES?

Nem sempre férias são sinónimo de Algarve. Precisamos conhecer o “país profundo”. Estamos na Beira. Tudo é possível.
Consta que Viriato andou por aqui perdido entre matas de castanheiros e alcateias de lobos. Viriato era um fedelho irrequieto e insuportável. Pastava entre a Meseta Ibérica e os Montes Hermínios. Manhã cedo, saia do tugúrio familiar com um casqueiro de bolota e uma cabaça de aguardente de zimbro para matar o bicho.
Perna curta de montanheiro, envolto em mal curtido bedum de cabra. Percorria despenhadeiros graníticos em equilíbrio instável. Sonhava vertigens heróicas de libertação radical. Estamos em 160 a. C. O tempo era romano. O espaço incerto. O modo troglodita.
O rapaz pertencia à tribo dos Lusitanos de origem duvidosa. Eles próprios não sabiam donde vinham e muito menos para onde iam. Seriam Celtas? Iberos? Atlantes? Os romanos chamavam-lhes “pernix lusis” (ágeis lusitanos), visto não pararem quietos e serem difíceis de agarrar. Nós não nos atrevemos a chamar-lhe o que quer que seja, para não ferir susceptibilidades.
Viviam amontoados em castros de lusalite. Labirintos em chapas de zinco. Vielas enlameadas em fezes de caprino. Cheiro insuportável a urina. Sebes de couve galaica aparadas em caldo verde. As mulheres estavam permanentemente grávidas, lavando pilhas intermináveis de louça, enquanto os homens se divertiam em monumentais hecatombes com sacrifícios de bodes e prisioneiros das tribos rivais.
Povo anarca e incivilizado. Os romanos bem tentaram discipliná-los. Mas, nada. Como diria um general romano: “A Ocidente da Península Ibérica há um povo que não se governa, nem se deixa governar”.
Viriato deveria ser julgado em acção popular por gestão danosa da “res publica”. Por sua culpa atrasou-se a entrada na Comunidade Económica Romana em quase 150 anos. Foram pontes, estradas, aquedutos, subsídios e, talvez mesmo um novo aeroporto, que ficaram por fazer. Que diríamos hoje de quem nos tivesse impedido de aderir à União Europeia? No mínimo “albanês”!
Dos Lusitanos ficou o mito. A fama de um povo inquebrantável e “iluminado”. A História é mártir do devir e nós idiotas do nacionalismo.
Finalmente, em 138 a.C., três amigos de Viriato, Ditalco, Minuros e Audax, homens esclarecidos e com grande sentido de estado, tiveram o bom senso de assassinar o caudilho, sob o alto patrocínio do procônsul Quinto Servílio Cepião que, sabe-se lá porquê, teimava em nos integrar na Comunidade Económica Romana.
Os rios continuam a correr revoltos. As montanhas abruptas continuam a despenhar-se no vazio. Portugal é Terra de Lusitanos. Viriato está por todo o lado. A Beira somos nós.
Jorge Pinheiro

Texto editado no nº 2 da revista "The Printed Blog" (http://www.tvi24.iol.pt/videos.html?mul_id=13465495)

9.6.11

QUE ESPERA PARA CONHECER ESTE BLOGUE?





Que está à espera para conhecer este blogue? Uma selecção de desenhos electónicos de "6VQCOISA", um dos blogues mais criativos que conheço. O blogue do Tonho. Veja AQUI.

13.12.10

200 SEGUIDORES

São apenas números redondos. Mas por trás deles estão pessoas. Umas mais redondas, outras menos. Todas pessoas altamente respeitáveis que fazem o favor de me seguir. Seguem-me na aventura de fazer este blogue. Nunca saberei exactamente o que todos e cada um pensa dele (e já agora de mim). Sinto uma enorme liberdade de fazer o que quero, como e quando quero. Cada vez estou mais amador. Só faço o que gosto. Porque posso?... Sem dúvida. Mas também porque quero. Porque preciso. Gostaria de conhecer toda a gente que por aqui tem passado. Alguns conheço; outros passei a conhecer; outros conhecerei. Uns vão, outros virão. Alguns desaparecem. Muitos ficam. É a vida.
Gosto muito de os ter cá e, acreditem, divirto-me muito. Obrigado por me darem essa satisfação. Uma satisfação que é uma terapia. Uma energia que fica em cada comentário que recebo. O prazer de criar. O fugaz istantâneo de ser.

16.4.10

TRÊS ANOS - UM BALANÇO


O Expresso da Linha faz hoje três anos. Já aqui contei a história do seu aparecimento. Hoje quero apenas lembrar que foi pela mão do Roberto Barbosa que estou na blogoesfera.
Nestes três anos tive 154 700 visitas, 160 seguidores e publiquei 2300 posts. Apenas números. O importante foi o gozo que isso me deu as amizades que fiz e as cumplicidades que se criaram.
Passei a colaborar com outros blogues: “Olhar Direito”; “Arco-Íris da Vida”; “Mobiling”e “Pé de Moça”. Juntamente com o Eduardo, criámos a “Tertúlia Virtual”, entretanto substituída pela “Bloggincana”.
Orgulho-me de ter contribuído para despertar outros blogues: o “Grifo Planante”, do João Menéres, que é já uma referência; o “Absolutely”, da Bé, absolutamente desconcertante; o “Mar de Bem”, da Margarida Madruga, uma certeza promissora. Desconfio que tive alguma influência na “Casa da Lapa”, que conta a história da família da Helena Oneto.
Como sempre tenho dito, aprende-se muito nos blogues. Aprende-se a fotografar melhor, a investigar assuntos com profundidade, aprende-se a escrever melhor. Depois, aprende-se, e de graça, nos blogues alheios. E aprende-se muito. Desde logo, aprendemos que temos interesses muito diversificados e opiniões muito diversas. Nesse sentido estar na blogoesfera é, provavelmente, a forma mais democrática de estar na vida. Temos de ouvir e respeitar as opiniões de terceiros. Tentar entendê-las e contestá-las com rigor ou com humor. É aqui, onde não damos a cara, que maior elevação tem de existir. Finalmente, aprendemos que, bem lá no fundo, somos todos iguais, com as mesmas fragilidades, anseios, virtudes e defeitos.
E sentimo-nos acompanhados. A virtualidade do relacionamento vai gerando verdadeiras amizades. Depois pode transformar-se em realidade. Numa relação intercontinental que seria impossível sem esta máquina, sem este software. Há pessoas com quem me correspondo diariamente, por força do relacionamento do blogue. Pessoas que já conheço, com quem almoço na próxima Lisboa, em Lagos, ou na distante São Paulo. Na minha recente ida ao Brasil conheci gente fantástica em Santa Catarina, no Rio e, mais uma vez em São Paulo. Gente que me tratou como se me conhecesse desde miúdo. Fantástico! Claro que também há coisas negativas. Como tudo na vida há sempre desilusões.
O balanço é mais que positivo. Ainda hoje vamos ter um encontro de blogueiros nacionais em Beja e outros se seguirão. É isto a blogoesfera: um mundo virtual feito de realidade. Um mundo onde continuarei a estar.

16.3.10

150 000 VISITAS

Amanhã atingiremos os 150 000 visitas. Não há prémios, apenas um muito obrigado pela preferência.

14.3.10

MAR DE BEM - NOVO BLOGUE NO FIRMAMENTO

A minha particular amiga Margarida Madruga acabou por se decidir hoje. Coitada, criou um blogue! Mas uma para o vício. Estás feita miúda. Depois de quinze telefonemas, tipo www quê? URL? Quem é esse? Acabou por criar um link que, não sei como (coisas do Blogger), ia parar a uma Marina Morena, algures no Brasil. Mais quinze telefonemas... e temos blogue: MAR DE BEM. Atenção que ela terrível. Vai esmagar...

3.3.10

BLOOMSDAY - NOVO BLOGUE

CARLOS COSTA é professor cinema no IADE. Meu amigo e parceiro no livro "Roberto Barbosa - Um Olhar de Fogo". Carlos Costa foi colega de Roberto e um dos seus últimos grandes confidentes. Carlos lança-se agora num novo blogue "BLOOMSDAY". Afinal a vida é mesmo assim, just like bloomsday...
Uma conjugação de cinema e música numa interpretação muito exclusiva e inemitável. Imperdível!
Aproveito para confirmar o recomeço dos CINE - JANTARES no "Soajeiro". É já no dia 6 de Março, Sábado, às 18,30 horas. Agora, sem o Roberto a distribuir imperiais, o Carlos promete um "show" com o filme "Hapiness". Vou tentar ajudar...
Desabrochem AQUI