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2.1.12

DINOSSAUROS NA PRAIA DA PAREDE

Pouca gente sabe. Na Praia Grande da Parede, aqui bem perto de nós, há dinoturbação. Nas lajes sub-horizontais junto ao paredão que se prolonga desde o Solário (frente ao Bar Esplanada Xana) podem-se ver impressões de pés e mãos de dispostas regulamente. São de dinossauros (ou dinossáurios, como agora se diz) quadrúpedes, muito provavelmente um saurópode. Não deixaram vestígios de dedos, talvez pela pressa em abandonar o local. Não sabemos. A coisa deve-se ter passado entre o Albiano superior e o Cenomaniano médio. Enfim, ainda não havia a Estrada Marginal. São vestígios deixados na camada de calcário margoso muito fossilífero. Hoje parecem poças de água. Quantas vezes ali passámos e nada vimos. Uma investigação muito recente de Vanda Faria dos Santos, do Museu Nacional de História Natural.

25.3.11

PAREDE - A ESTRADA MARGINAL



A Estrada Marginal tem cerca de 30 km e liga Lisboa a Cascais. Segue ao lado do Tejo e, a partir de Oeiras, ao lado do mar. Um eixo fundamental no desenvolvimento da zona. Hoje, a bem dizer, não há qualquer separação entre as várias localidades por ela servidas. De facto, a Marginal é uma avenida litoral da Grande Lisboa. E, no entanto, todas essas localidades conservam uma história e uma tradição muito diferentes. É isso que, de vez em quando, vamos deixando passar por aqui. A Linha de Cascais é um mundo e um mundo que se desenvolveu já no século XX. A Marginal é, seguramente, uma das estradas mais bonitas desse mundo. Nas fotos, temos a zona da Parede antes da Marginal; a Marginal em construção, em 1940, e a Marginal actualmente.
Nota: termino aqui esta breve apresentação da Parede. Agradeço ao meu amigo AFS a monografia que me emprestou e donde foram retiradas as fotos.

24.3.11

PAREDE - CASA DAS PEDRAS


A Casa das Pedras, pertence à família Azevedo e Gomes. Projecto de Nicola Bigaglia, de 1903. Ainda lá está, debruçada sobre a praia das Avencas.

PAREDE - ANTES E DEPOIS DA ESTRADA MARGINAL


O Sanatório de Santanna foi inaugurado em 1904.. A Estrada Marginal seria inaugurada nos anos 40.

PAREDE - O TABULEIRO

Nesta fotografia de 1936 vemos aquele que, porventura, será o ex-libris da Parede: o tabulreiro. A Parede era, desde 1900, a meca dos tratamentos helio-marítimos, muito em voga no final do séc. XIX. Os doentes de ossos corriam aos sanatórios recentemente inaugurados para receber tratamentos. Uma peculiar conjugação climática (muito sol, tempo seco, mas marítimo) e de libertação de iodo (proliferação de algas nas plataformas rochosas que entravam pela água), fez da Parede uma vila burguesa, onde antes havia apenas pedreiras e hortas decadentes. Era frequente ver os doentes em tabuleiros a ser empurrados para todo o lado. Havia mesmo corridas de tabuleiros. Quase parecia mal não ser coxo.

PAREDE - CINEMA PARQUE OCEANO


Fomos aos nossos arquivos e encontrámos. Na rua Domingos José de Morais, o écrã panorâmico do cinema ao ar livre Parque Oceano que ali funcionou. As aberturas visíveis, em baixo, destinavam-se aos autifalantes. Aplicava-se uma tela por cima quando se exibia um filme. Obtivémos também a confissão de dois jovens inconscientes que conspurcaram o quadro com aquelas "bocas" utópico-surrealistas. Vejam o 10º comentário ao meu post "Ouça um bom conselho": "Hehe! Fui eu e o Lucas Malucas que pintámos isto! Segundo uma frase de uma amiga dele. Não fossemos nós da Parede, talvez não tivéssemos o vício de nela pintar. Hehe! Abraço. Tomás." De forma absolutamente acidental está descoberto um mistério que muito me atormentava. E conhecendo os dois "Osgas", atrevo-me a sugerir: escrevam mais.

23.3.11

PAREDE - I

Desde o princípio do século que a zona da Parede era um destino obrigatório para o tratamento pela luz solar. O efeito daquele micro clima seco e, simultaneamente, marítimo, combinado com o iodo das algas, tinha granjeado à Parede fama internacional. Em 1902 inaugurava, nas instalações do antigo Forte de São Domingos de Rana, o Sanatório Marítimo de Carcavelos, hoje Sanatório Doutor José de Almeida. Em 1904 fora a vez do Sanatório de Santanna, hoje entregue à Santa Casa da Misericórdia. A Parede era, então, uma freguesia de São Domingos de Rana. População dispersa de lavradores, canteiros e pescadores. Escassas propriedades rústicas. Uma terra ainda calcinada de vinhedos dizimados pela filoxera que atacara nos finais do século XIX.
Na foto, o Sanatório de Santanna, inaugurado em 1904.

PAREDE - II

Durante séculos, a Parede, destacara-se por fornecer pedra para as obras de Lisboa. As pedreiras do Alto da Parede e do Murtal lá estão para o demonstrar. Agora era a vez do Sol. A Parede desenvolver-se-ia a partir dos tratamentos solares. Os sanatórios junto ao mar seriam o pretexto da nova vila. A partir da última década do século XIX, famílias de médicos e de doentes, ou de ex-doentes, estabelecem-se na faixa compreendida entre a linha de caminho de ferro (inaugurada em 1889) e o mar. A Estrada Marginal só será inaugurada nos anos 40. A Costa do Sol estava a despontar. A Parede entra, rapidamente, na moda. Em breve, há uma burguesia endinheirada que se estabelece em chalets modernos na orla marítima. Casas de férias ou de fim-de-semana que, cedo, serão moradia permanente.
Na foto, a Clínica Helio-Marítima, inaugurada em 1939, na antiga Casa do Patriarca.

CASAS DA PAREDE




22.3.11

OUÇA UM BOM CONSELHO

SERÁ A CRISE?

Algumas nuvens no horizonte. Será a crise?
Ao longe, Estoril e Cascais. Foto tirada da praia das Avencas (Parede).

O PEIXE

Ainda hoje à tarde. Continua um dia calmo de Sol. Ainda não há crise (excepto para o peixe).

A PESCA

 Hoje à tarde na Parede. Um dia calmo de Sol. Não havia crise...