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17.9.15
15.9.15
14.9.15
12.9.15
BAPTIZADO - IGREJA MATRIZ DE FOLHADELA
A Igreja Matriz de Folhadela está localizada na localidade de Folhadela e sede de freguesia (Vila Real) e cuja edificação remota ao século XV (românico tardio), conservando ainda a traça primitiva, com os sub-beirais com a cachorrada quase completa, a capela mor, a pia baptismal e as escadas da torre sineira. Foi alvo de grandes remodelações no séc. XVII, nomeadamente na fachada, que a descaracterizaram. Foi aqui o baptizado da Sofia.
11.9.15
9.9.15
8.9.15
6.11.12
FERNÃO DE MAGALHÃES - SABROSA
Fernão de Magalhães nasceu no norte de Portugal, cerca de 1480. A vila de Sabrosa, a freguesia da Sé do Porto, Vila Nova de Gaia e Ponte da Barca reclamam a sua naturalidade. Era filho de Rui de Magalhães e de Inês Vaz Moutinho.
Na nossa recente viagem a Vila Real resolvemos investigar este disputado nascimento. Saímos na primeira rotunda à direita, em direcção à segunda rotunda à esquerda e seguimos a direcção Sabrosa. Doze quilómetros à frente, a pequena e simpática vila apresenta nova rotunda engalanada com a estátua do navegador, no meio de uma chuva inclemente e alterosa. Se dúvidas houvesse, a toponimia não engana e o cabo telefónico é, indiscutivelmente, do século XV. A investigação foi rápida que o tempo não estava para mais.
Esta é a casa de mestre Fernão. Segundo diz a tradição, foi aqui que o menino, cansado de olhar as vinhas e as couves tronchudas, decidiu procurar outros horizontes e partir pelo mar que ele nunca tinha visto e onde morreu longe do agasalho paterno. A casa apresenta bons indicadores de conforto e um coeficiente de vetustez assinalável. Tudo boas razões para o homem ter ficado na terrinha. E, no entanto...
A zona de Sabrosa fica na região demarcada do Douro. Não sabemos como seria na época. Mas hoje quem aqui mora não anda de caravela. Com este magnífico BMW, Fernão não navegaria na circum-navegação, mas teria ar condicionado, vidros de abrir e GPS. Tudo razões excelentes para ter continuado a ver as couves e a apanhar uvas. Mas Deus não quis e a obra avança.
"Fernão
de Magalhães, mais do que um homem é um conceito. Um conceito de superação e de
transcendência. Em todos nós há uma vontade de partir. De ir mais além. Um
desejo de largar amarras. De navegar em busca do desconhecido. Partir para lá
dos limites. Excedendo os nossos sonhos. Partir numa aventura que nos redima.
Que nos eternize. Que nos imortalize. Por isso, Fernão de Magalhães somos todos
nós. A aventura que podíamos ter sido, a viagem que podíamos ter feito, tudo
aquilo que nunca fomos".
Excerto do prefácio que escrevi para o livro de Aloísio de Almeida Prado, "A Maior das Viagens", cuja edição se espera para breve.
20.6.12
SOLAR DO MATEUS ROSÉ - VILA REAL
O Palácio de Mateus, nos arredores de Vila Real, é uma casa solarenga de grande elegância e uma das maiores expressões da arquitectura civil do Barroco nortenho, possuindo ainda belos jardins e extensas propriedades vinículas circundantes. Data de 1619 a sua construção original, mas o palácio actual está ligado à pessoa de António José Botelho Mourão, seu proprietário em 1721, sabendo-se por documentação coeva que o renovado palácio foi concluído em 1750 pelo seu filho, D. Luís António Mourão. Atribuiu-se ao arquiteto italiano Nicolau Nasoni a responsabilidade pelo projecto do Solar de Mateus. Nasoni terá remodelado um palácio já construído. O edifício é constituído por três corpos, sendo o central recuado. A fachada principal apresenta grandes janelas com frontões triangulares simples e outros ondulados e interrompidos por concheado. Num dinâmico jogo barroco, o arquitecto recorre ao contraste entre superfícies côncavas e convexas, com formas ascendentes e descendentes, balaustrada convergente e divergente. As linhas túrgidas horizontais são interrompidas por um coroamento de estátuas de vulto perfeito e pináculos, acentuando as linhas verticais do conjunto. Exuberância e requinte dos pormenores esculpidos, combinando com a artificiosa e engenhosa escadaria dupla, compõem o conjunto nobre da fachada solarenga. O cenário arquitectónico do Solar de Mateus tornou-se famoso em todo o mundo através dos rótulos do conhecido vinho rosé, baptizado com a mesma denominação da propriedade onde é produzido.
Mais duas fotos nos posts anteriores.
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CHAXOILA - VILA REAL
Vila Real fica em Trás-os-Montes, no lado mais mais chegado ao Minho e ao Porto. Provavelmente uma das cidades onde melhor se come em Portugal (afirmação altamente provocatória, porque se come bem em todo o país). Destaco o Chaxoila, pela comida, pelo ambiente, por tudo... Imperdível.
QUEIJO TERRINCHO - VILA REAL
Queijo Terrincho é um oriundo do distrito de Bragança, na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Por vezes referenciado como "Queijo de Freixo", o Terrincho é fabricado com leite de ovelha de raça Churra da Terra Quente, sendo um queijo curado, semi-mole, de pasta ligeiramente untuosa, de cor branca e uniforme. A crosta apresenta uma cor alaranjada. A sua produção envolve a coagulação do leite cru, após a qual se procede ao esgotamento lento da coalhada, usando a acção de coalho de origem animal. A maturação deve realizar-se durante um período mínimo de 30 dias, podendo estender-se até um máximo de 90 dias, obtendo-se assim uma variante designada como "velho". Pois eu experimentei o "velho", com marmelada. Um queijo muito potente, com a marmelada para cortar. Divinal.
TRIPAS AOS MOLHOS - VILA REAL
Limpa-se muito bem o estômago, retirando toda a gordura do interior. Lava-se bem a tripa de vaca, abre-se ao meio, lava-se em várias águas, raspa-se toda a parte inferior e esfrega-se com sumo de limão e sal. Corta-se o estômago aos quadrados de cerca de dez centímetros. Corta-se o presunto às tiras e em cada quadrado coloca-se uma tira do presunto e um raminho de salsa. Enrola-se e ata-se com a tripa fina bem apertada, com dois ou três nós. Cobre-se o fundo do tacho com a cebola cortada ás rodelas grossas, os dentes de alho picados, a polpa de tomate, o vinho, a aguardente e a folha de louro, por cima colocam-se os molhos e cobrem-se com a restante cebola. Em seguida, junta-se o azeite, banha, colorau e piripiri.Tapa-se o tacho e deixa-se estufar em lume brando até ficarem bem cozidas e o molho bastante grosso. Acompanha-se com arroz de forno. Para gourmets sem preconceitos.
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