Por todo o lado aparecem agora cocktails enganosos. Como toda a gente sabe, o álcool tira a tusa. Primeiro embuste. Depois, a areia só arranha e deprime o membro. Segundo embuste. A única vez que tentei, já lá vai uma eternidade, a areia entrava por todos os lados. Foi em Albufeira, em 70 ou 71. Naquele tempo íamos às "bifas" nas discotecas do Hotel Praia-Mar ou no Sete e Meio. A miúda era loira, quase branca, alta, boa perna, mamas simpáticas e vagamente cavalar de cara (como quase todas as bifas). Arrastei-a para a praia. A saia subia, a cueca descia, eu tentava, a areia entrava, a coisa arranhava, a pila murchava, a tusa morria... Como se não bastasse, um pescador apareceu de remo alçado, ameaçando uma coça por conspurcação do areal. Ainda fingi ser inglês, mas o homem não foi nisso. Fugi de calças na mão. Passei a noite a tirar grãos de areia da glande. A miúda nunca mais a vi. Sex on the beach?
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31.8.15
19.7.15
21.5.12
20.5.12
CÃO DE ÁGUA PORTUGUÊS - I
Em Lagos, no Cais da Solaria, há um local específico para o treino do Cão de Água Português. Uma raça autóctone do Algarve e cujo exemplar mais mediático é o cão do presidente Obama. Em baixo podem ver o treino. Um espectáculo fantástico.
Originalmente o cão d'água - excelente nadador - foi utilizado pelos pescadores portugueses como ajudante nos barcos, guiando cardumes de peixes às redes, recuperando objetos caídos n'água, levando mensagens entre barcos e entre a terra e o mar e outras actividades variadas. O escritor Raul Brandão, em sua obra Os Pescadores (1932), descreve assim a atividade de um barco de pescadores de Olhão: "Tripulavam-no vinte e cinco homens e dois cães, que ganhavam tanto como os homens. Era uma raça de bichos peludos, atentos um a cada bordo a ao lado dos pescadores. Fugia o peixe ao alar da linha, saltava o cão ao mar e ia agarrá-lo ao meio da água, trazendo-o na boca para bordo".
19.5.12
O COLAR
A Helena (do blog A Casa da Lapa) reside em Paris-França. É nossa amiga há anos e desta vez o aniversário foi no Algarve (na Balaia) onde passava uns merecidos dias de férias.
12.4.11
LAGOS - UMA OUTRA VISÃO
Uma praia brutal. Uma baía que se estende até Alvor, dividida por um curso de água (por isso é Meia Praia). Toda esta zona foi alvo de obras, nos anos 40, que abriram um canal que leva os barcos até à Marina (veja-se aqui o muro de protecção). A Avenida estende-se ao longo desse canal, pelo lado da cidade. Do lado de cá, fica a praia. Uma paisagem única. Estamos no melhor mar do mundo, a ver o castelo dos mouros e a estátua do Infante. Lagos vale a pena. Fica por aqui a reportagem.
11.4.11
A MARÉ
No Algarve estamos no estrangeiro. Falta-nos a pronúncia árabe das gentes locais. Uma pronúncia fechada e cantada. Fechada como as amêijoas. Só depois de bem abertos os algarvios tem sabor. E então é uma profusão de odores. Coentros, alho, alfarroba, azeite, orégãos… Quem nunca comeu batatas “malcriadas” nunca entenderá esta gente. Lagos é terra de vento. Muito vento. Um vento que nos empurrou pelo Atlântico. Descobrimos os Descobrimentos. E os Descobrimentos descobriram-nos a nós. Somos filhos do mar. Vítimas da maré. Náufragos da história. Um azar que não cessa de nos perseguir. Ficámos aqui a vender escravos. Vendemos até o mercado fechar. Vendemos até à exaustão. Foi preciso a estúpida abolição para nos lixar o negócio. Por mais que a Europa queira, nunca tivemos jeito para trabalhar. Nem sequer sabemos. Temos um ego invertido. Achamo-nos o máximo. Mas temos vergonha de o dizer. A verdade é que somos mesmo o máximo. Mas se formos o mínimo também não interessa nada. Todas as sondagens. Todos os inquéritos falham. Ninguém entende que um país de falhados, se ache falhado e, no entanto, se esteja borrifando, embora ele próprio ache que não se devia estar borrifando… mas, tanto faz. No Algarve trabalha-se com o Sol. Um astro difícil de dominar. Um astro difícil de gerir. As amêijoas abrem-se com o calor. Um calor que vem dos afectos. No Algarve navega-se à bolina. O vento sopra de todos os quadrantes. Aprendemos os pontos cardiais. Aprendemos a ser filhos do Sol. Aprendemos a ser filhos do Sul. E tanto faz… É a maré.
ET: dedicado à Mena que faz anos daqui a dez minutos.
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