O Colégio de Odivelas é um colégio de prestígio que acolhe as filhas dos oficiais das forças armadas (hoje já não é bem assim...). Algumas antigas alunas, cada vez mais jovens, dedicam-se a almoços e jantares com uma regularidade invejável. Desta vez foi em Poiares, logo ali ao pé de Penacova, célebre pelas suas águas engarrafadas, na região de Coimbra. Os maridos não interessam para nada. Estamos no gineceu. O ideal. Servimos para guiar e abrilhantar a festa. Ainda bem que vão poucos... Um grande obrigado à Mitó.
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13.9.10
MENINAS DE ODIVELAS - OS MARIDOS
Os poucos "maridos" resistentes refugiaram-se dentro de água. Claro que a piscina podia ser em champagne bruto. Uma sugestão que fica no ar...
26.10.09
25.10.09
VIRIATO E OS LUSITANOS
Acabado o passeio por terras da Beira Baixa, não queremos deixar de salientar a presença dos Lusitanos neste território. Esta estátua, sita em Zamora (Espanha), atesta bem que os Lusitanos são "disputados" entre espanhóis e portugueses, como herança própria de cada uma das nações. De facto eles ocupavam a Meseta Ibérica, a parte mais pobre da Península, onde agora está Madrid e acabaram escorraçados mais para ocidente, empurrados por outras tribos invasoras, protegendo-se nos inexpugnáveis Montes Hermínios (Serra da Estrela). Passaram a viver de expedientes, nomeadamente de rapina, roubo e raptos. Este povo de salteadores montanheiros fez a vida negra aos romanos que, claro, vinham por bem. Deixo-vos a minha interpretação muito pessoal dessa mítica figura que foi Viriato, endeusado pela I República e aproveitado, ao limite, pela propaganda "salazarista", como grande precursor da Pátria."Viriato era um fedelho irrequieto e insuportável. Pastava entre a Meseta Ibérica e os Montes Hermínios.
Manhã cedo, saia do tugúrio familiar com um casqueiro de bolota e uma cabaça de aguardente de zimbro para matar o bicho.
Perna curta de montanheiro, envolto em mal curtido bedum de cabra. Percorria despenhadeiros graníticos em equilíbrio instável. Sonhava vertigens heróicas de libertação radical.
Estamos em 160 a. C. O tempo era romano… O espaço incerto… O modo troglodita!
O rapaz pertencia à tribo dos Lusitanos, de origem duvidosa. Eles próprios não sabiam donde vinham e muito menos para onde iam. Seriam Celtas? Iberos? Atlantes? Os romanos chamavam-lhes “pernix lusis” (ágeis lusitanos), visto não pararem quietos. Nós não nos atrevemos a chamar-lhe o que quer que seja, para não ferir susceptibilidades.
Viviam amontoados em castros de lusalite. Labirintos em chapas de zinco. Vielas enlameadas em fezes de caprino. Cheiro insuportável a urina. Sebes de couve galaica aparadas em caldo verde.
As mulheres estavam permanentemente grávidas, lavando pilhas intermináveis de louça, enquanto os homens se divertiam em monumentais hecatombes com sacrifícios de bodes e prisioneiros das tribos rivais.
Adoravam deuses estranhos: Atégina; Bandonga; Bormanico; Endovélico; Runesocesius; Tongoenabiagus e Turiacus.
Povo anarca e incivilizado. Os romanos bem tentaram discipliná-los. Mas, nada. Como diria um general romano: “A Ocidente da Península Ibérica há um povo que não se governa, nem se deixa governar”.
Viriato deveria ser julgado em acção popular por gestão danosa da “res publica”. Por sua culpa, atrasou-se a entrada na Comunidade Económica Romana em mais de 150 anos. Foram pontes, estradas, aquedutos, subsídios e, talvez mesmo, um novo aeroporto, que ficaram por fazer. Que diríamos hoje de quem nos tivesse impedido de aderir à União Europeia? No mínimo “albanês”!
Dos Lusitanos ficou o mito. A fama de um povo inquebrantável e “iluminado”. A História é mártir do devir e nós idiotas do nacionalismo!
Finalmente, em 138 a.C., três amigos de Viriato, Ditalco, Minuros e Audax, homens esclarecidos e com grande sentido de estado, tiveram o bom senso de assassinar o caudilho, sob o alto patrocínio do procônsul Quinto Servílio Cepião que, sabe-se lá porquê, teimava em nos integrar na CER (Comunidade Económica Romana).
Mas, nem assim os Lusitanos se deixaram civilizar. Pior, 80 anos depois, estando Cornélio Sila no poder, em Roma, ainda acabaram por dar guarida ao foragido Sertório mais a sua corça branca, com os tradicionais poderes “psicopômpicos”.
E foi o que valeu. Obrigou os romanos a terem, finalmente, de conquistar este cantinho, o que mesmo assim só aconteceu, de forma cabal, em 25 a. C.!!!" (in "Turista Ocidental", livro da minha autoria e publicado em 2007).
Manhã cedo, saia do tugúrio familiar com um casqueiro de bolota e uma cabaça de aguardente de zimbro para matar o bicho.
Perna curta de montanheiro, envolto em mal curtido bedum de cabra. Percorria despenhadeiros graníticos em equilíbrio instável. Sonhava vertigens heróicas de libertação radical.
Estamos em 160 a. C. O tempo era romano… O espaço incerto… O modo troglodita!
O rapaz pertencia à tribo dos Lusitanos, de origem duvidosa. Eles próprios não sabiam donde vinham e muito menos para onde iam. Seriam Celtas? Iberos? Atlantes? Os romanos chamavam-lhes “pernix lusis” (ágeis lusitanos), visto não pararem quietos. Nós não nos atrevemos a chamar-lhe o que quer que seja, para não ferir susceptibilidades.
Viviam amontoados em castros de lusalite. Labirintos em chapas de zinco. Vielas enlameadas em fezes de caprino. Cheiro insuportável a urina. Sebes de couve galaica aparadas em caldo verde.
As mulheres estavam permanentemente grávidas, lavando pilhas intermináveis de louça, enquanto os homens se divertiam em monumentais hecatombes com sacrifícios de bodes e prisioneiros das tribos rivais.
Adoravam deuses estranhos: Atégina; Bandonga; Bormanico; Endovélico; Runesocesius; Tongoenabiagus e Turiacus.
Povo anarca e incivilizado. Os romanos bem tentaram discipliná-los. Mas, nada. Como diria um general romano: “A Ocidente da Península Ibérica há um povo que não se governa, nem se deixa governar”.
Viriato deveria ser julgado em acção popular por gestão danosa da “res publica”. Por sua culpa, atrasou-se a entrada na Comunidade Económica Romana em mais de 150 anos. Foram pontes, estradas, aquedutos, subsídios e, talvez mesmo, um novo aeroporto, que ficaram por fazer. Que diríamos hoje de quem nos tivesse impedido de aderir à União Europeia? No mínimo “albanês”!
Dos Lusitanos ficou o mito. A fama de um povo inquebrantável e “iluminado”. A História é mártir do devir e nós idiotas do nacionalismo!
Finalmente, em 138 a.C., três amigos de Viriato, Ditalco, Minuros e Audax, homens esclarecidos e com grande sentido de estado, tiveram o bom senso de assassinar o caudilho, sob o alto patrocínio do procônsul Quinto Servílio Cepião que, sabe-se lá porquê, teimava em nos integrar na CER (Comunidade Económica Romana).
Mas, nem assim os Lusitanos se deixaram civilizar. Pior, 80 anos depois, estando Cornélio Sila no poder, em Roma, ainda acabaram por dar guarida ao foragido Sertório mais a sua corça branca, com os tradicionais poderes “psicopômpicos”.
E foi o que valeu. Obrigou os romanos a terem, finalmente, de conquistar este cantinho, o que mesmo assim só aconteceu, de forma cabal, em 25 a. C.!!!" (in "Turista Ocidental", livro da minha autoria e publicado em 2007).
SALVATERRA DO EXTREMO
SALVATERRA DO EXTREMO - AS FURDAS
24.10.09
23.10.09
IDANHA-A-VELHA
IDANHA - SÉ CATEDRAL
ESPÍRITO LUSITANO
22.10.09
S. PEDRO DE VIR-A-CORÇA
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