Um pouco mais velhos, lá vamos cantando e rindo. Desta vez foi em Chaves, com intervalos curtos entre refeições para ver castelos e pedras, igrejas e barragens. A verdade é que apenas em três dias estivemos em Chaves, Monforte, Montalegre, Boticas,Vidago, Verin e Monterei (Galiza) e ainda acabámos a almoçar em Moreira de Cónegos, perto de Guimarães. Tudo visto e considerado, recomendo os restaurantes "Sol e Chuva", em Pisões, e "Pirâmide do Egipto", em Moreira de Cónegos. O resto é tudo à base de granito, que não se recomenda para quem tem problemas digestivos.
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1.6.13
31.5.13
CHAVES - V
Foi então por volta de 1160 que Chaves integra o país, que já era Portugal, com a participação dos lendários Ruy Lopes e Garcia Lopes, tão intimamente ligados à história da terra.
Pela sua situação fronteiriça, Chaves era vulnerável ao ataque de invasores e como medida de protecção D. Dinis (1279-1325), mandou levantar o castelo e as muralhas que ainda hoje dominam grande parte da cidade e a sua periferia.
A 8 de julho de 1912 travou-se um combate entre as forças monárquicas de Paiva Couceiro e as do governo republicano, chefiadas pelo coronel Ribeiro de Carvalho, de que resultou o fim da 2ª incursão monárquica. Os intervenientes republicanos desse combate foram homenageados na toponímia de Lisboa, com a designação de uma avenida, a Avenida Defensores de Chaves, entre a Avenida Casal Ribeiro e o Campo Pequeno. A 12 de Março de 1929 Chaves foi elevada à categoria de cidade.
30.5.13
CHAVES - IV
Com os árabes, também o islamismo invadiu o espaço ocupado pelo cristianismo, o que causou uma azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas a noroeste, com inevitáveis destruições. As escaramuças entre mouros e cristãos duraram até ao século XI. A cidade começou por ser reconquistada aos mouros no século IX, por D. Afonso, rei de Leão que a reconstruiu parcialmente. Porém, logo depois, no primeiro quartel do século X, voltou a cair no poder dos mouros, até que no século XI, D. Afonso III, rei de Leão, a resgatou definitivamente e mandou reconstruir, povoar e cercar novamente de muralhas.
29.5.13
CHAVES - III
O auge da dominação romana verificou-se até ao início do século III, aquando da chegada gradual dos vulgarmente apelidados bárbaros. Eram eles os Suevos, Visigodos e Alanos, provenientes do leste europeu e que puseram termo à colonização romana. As guerras entre Remismundo e Frumário, na disputa do direito ao trono, tiveram como consequência a quase total destruição da cidade, a vitória de Frumário e a prisão de Idácio, notável Bispo de Chaves. O domínio bárbaro durou até que os mouros, oriundos do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca visigodo, no início do século VIII.
28.5.13
CHAVES - II
À época da invasão romana da península Ibérica, os romanos instalaram-se no vale do rio Tâmega, onde hoje se ergue a cidade e, construíram fortificações pela periferia, aproveitando alguns dos castros existentes.
Para defesa do aglomerado populacional foram erguidas muralhas e, para a travessia do rio, construíram a ponte de Trajano. Fomentaram o uso das águas quentes mínero-medicinais, implantando balneários Termais, exploraram minérios, com destaque para filões auríferos, e outros recursos naturais.
Tal era a importância desse núcleo urbano, que foi elevado à categoria de Município no ano 79 d.C. quando dominava Tito Flávio Vespasiano, o primeiro César da família Flávia. Daqui advém a antiga designação Aquæ Flaviæ da actual cidade de Chaves, bem como o seu gentílico — flaviense.
27.5.13
26.5.13
25.5.13
CASTELO DE MONTEREI (GALIZA)
Esta fortificação esteve em poder de algumas das mais poderosas linhagens da Galiza: os Ulloa, os Zúñiga, os Viedma, os Fonseca, os Acevedo e finalmente a Casa de Alba. No século XII, o primeiro rei de Portugal Afonso Henriques, edificou o castelo, porém este rapidamente passou para o reino de Leão e Castela com a assinatura do Tratado de Tui em 1137, renunciando Afonso Henriques a possessões e pretensões na Galiza.
Neste lugar foi impresso o primeiro incunábulo galego, com a primeira imprensa de tipos móveis: a 3 de Fevereiro de 1494 foi estampado o "Missale Auriense", o primeiro livro editado na Galiza.
24.5.13
23.5.13
VIDAGO PALACE - IV
A verdade é que não ficámos no Vidago Palace que é muito caro para tempos de crise. Fomos direitos a Chaves. São quase seiscentos quilómetros, a partir de Lisboa, o que em Portugal é muito. Chaves fica muito perto de Espanha. Uma zona que tanto podia ser nosso como deles. Ficámos no Forte de São Francisco. Uma fortaleza renovada para hotel, com qualidade e sossego. Depois foram três dias a conduzir de um lado para o outro, entre serras e penedios, apenas com intervalos para comer. Comer é apelido. Porque em Trás-os-Montes não se come, atesta-se. Ossos de Suã, mãozinha de vaca com grão, posta de vitela, feijoada à transmontana, cozido à portuguesa, muito cabrito, as omnipresentes alheiras, enchidos variados, um ligeiro folar de carne e bacalhau para disfarçar. A eterna discussão sobre os melhores vinhos e castas adequadas enriqueceu as refeições, enquanto as garrafas circulavam com velocidade alarmante na ânsia da degustação. Os portugueses coleccionam recordações culinárias. Todos temos a nossa lista pessoal de restaurantes preferidos e todos sabemos imenso de vinhos, nem que seja só para bebê-los. No fim, e para rebater, a milagrosa Água das Pedras, essa água mágica que tudo dissolve e nos restabelece para um jantar à base de tripas e mais algum grão, entremeado com feijão e muito presunto. Que seria de nós sem essa água redentora? Pergunto: como fazem no estrangeiro para ter uma boa digestão? Provavelmente não comem.
22.5.13
21.5.13
20.5.13
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