Sou um grifo planante. Voo na corrente inconsciente na espiral do prazer. Deslizo na voragem do destino. Atravesso o vento contra o tempo nas asas do desejo. Subo alto na emoção. Caio na vertigem. Percorro o infinito. Pairo no horizonte sem fim. Sou ágil, sou leve, sou livre, sou o quiser. Domino o ar. Sou dono do vento. Sou um grifo vibrante. Vivo na angústia planante nas arribas do Douro.
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3.4.14
16.1.13
300 000 VISITAS
Vi agora que ultrapassei as 300 000 visitas. Quero agradecer a todos a paciência em me aturar. Continuo a sentir que este é um meio de me expressar. Talvez seja já um vício. Talvez nem sempre consiga ter a criatividade de outros tempos. A verdade é que me continuo a sentir bem na vossa companhia. Estou a encarar seriamente a hipótese de lançar um livro sobre o blogue, na sequência do excelente exemplo do Eduardo. Já lá vão quase cinco anos de Expresso da Linha e quase 5000 posts publicados e a melhor forma de o reler é, agora, sob a forma de livro. Para mim nunca houve diferença entre o papel e o electrónico. É tudo uma questão de media (e de dinheiro). Obrigado a todos.
1.9.12
9.8.12
UM LIVRO DO BLOGUE?
A verdade é que morremos. Mais tarde ou mais cedo, quando
menos se espera, zás! E depois choram todos muito durante umas semanas, lembram-se
espaçadamente nos dias de missas comemorativas, até que todos morrem e ninguém
fica cá para rezar mais missas. Mas para que queremos nós ser
lembrados se, no fundo, já cá não estamos para agradecer a lembrança? Dizem que
é uma hipérbole da nossa memória, o desespero da persistência do ego. Acreditar
que fica um rasto. Que deixamos pegada. Que fomos qualquer coisa. Para quem tem
obra feita, pintura, escultura, literatura, fica um livro na prateleira, um
quadro espetado na parede, um boneco sujo de pó, coisas que um dia um tetraneto
qualquer encontra no sótão e fala embevecido aos amigos no incógnito e remoto avô que talvez fosse artista. Cinco
minutos depois a conversa segue e nunca mais somos falados ou repensados. Mas
hoje temos a “virtualidade” ao nosso dispôr. Uma memória electrónica que fica nas
“clouds” para todo o sempre. Uma password e tudo será recordado. Os e-mails patetas que enviámos a
namoradas em crise. As conversas de chacha que enfiámos no Facebook. Os blogues
que tão esmeradamende conduzimos. Só que até essa imortalidade virtual morre. Morre
por inacção. Fica parada, sem mais comunicação, sem actualização. Acessível,
mas sem novos conteúdos. Interessa a quem? Só se fôr ao Menino Jesus. Neste fervor de eternidade, há quem
publique livros sobre os blogues que faz. Uma tentação óbvia. Um livro é um
livro. Fica na prateleira. Relembra o passado. Tem valor literário.
Eu, porém, estou com uma dúvida. Hei-de editar um livro sobre o Expresso da
Linha, ou agendar posts até 3050? Quero congelar o passado ou viver para além
do tempo?
2.6.12
INTERVALO
Durante este mês de Junho vou andar muito dentro e fora. Umas vezes para norte outras para sul. O blogue vai entrar num período de intermitência que poderemos chamar, com alguma boa vontade, de férias. Não fujam.
7.4.12
VIRTUAL/REAL - FALA O EDUARDO
Esta brincadeira ( muito séria ) se propõe tratar das relações de amizade VIRTUAIS vis a vi com a relação de amigos REAIS. E o que acontece quando se tem algum contato virtual, e se passa a conhecer a pessoa na vida real.
A tarefa não é fácil quando tratamos do relacionamento que já passa dos cinco anos entre, primeiro o Expresso da Linha, depois, com seu autor, e portanto virtualmente.
Jorge Pinheiro e Fernanda em nosso primeiro jantar em Lisboa. Foto E.P.L.
Vamos falar um pouco desse tempo. Nos idos de 2007 a blogosfera era muito diferente da atual, se é que ela ainda existe nos dias correntes! Blog era pouco conhecido, e seus usuários autores e leitores muito tímidos e arredios! Uma ferramenta de comunicação social poderosa, mas ainda explorada por poucos. Muitos tinham medo de se expor, usavam pseudônimo e raramente mostravam claramente seus rostos no perfil.
Jorge Pinheiro em reunião com blogueiros em São Paulo, e com a escultura que nos presenteou, by E.P.L.
Almoço na Piacaba, SC, no estúdio de esculturas com Paulinha, e em São Paulo no Atelier da Jugioli, by E.P.L.
Cada um buscou fazer seu blog ao seu estilo, modelo, e intenção. O blogger ajudava nisso. Seus autores eram neófitos em internet, naquele tempo. E ao criar os blogs travavam uma verdadeira batalha para dar a eles conteúdo, e buscar leitores. Era apaixonante. Virou um verdadeiro vício. Foi nesse contexto que possuindo meu primeiro blog ( de uma longa série ) Varal de Ideias, comecei a visitar todos blogs que encontrava na web. Lia e comentava nos que me atraiam, pelo visual, assunto, ou meramente o título! Ler os posts era importante, mas o que mais me atraia eram os comentários, e principalmente quem comentava. Aí estava a fonte de bons autores e bons blogues. Foi por aí que comecei. Aprendendo a blogar, visitando centenas de blogs por dia. Elegendo meus favoritos, comentando, participando. Em alguns fui rechaçado por me tomarem preconceituosamente por" um velho interiorano de Imbituba, SC ", como foi o caso de uma arquitetazinha "metida" de São Paulo. Mas são águas passadas.
Jorge blogando na Piacaba, de chapéu em São Paulo e na Piacaba trabalhando, by E.P.L.
Foi num desses blogs que me deparei com alguém que assinava Expresso da Linha. Escrevia curto, bem e profundo. Fui conferir seu blog. Imagens instigantes, e um historiador, intelectual competente! Comentei. Ele provavelmente fazia a mesma coisa, ia conhecer os blogs dos comentadores, e apareceu no jovem e imaturo Varal de Ideias. Ele e centenas de outros blogueiros que costumo chamar de "núcleo central do Varal". Nos tornamos uma turma, unida e muito grande, para as parcas expectativas da época. Eram relações virtuais. Não passavam disso. Algumas dessas pessoas eram mais abertas, mas a grande maioria muito fechada! Não havia discriminação ( como fui vítima no caso da arquiteta ), e todos que chegavam ao Varal eram igualmente bem vindos. Muitos voltaram diariamente, e alguns permanecem nos visitando até hoje. Seis anos de relacionamento virtual. Não se consegue "esconder" uma identidade durante tanto tempo, com um contato tão estreito, ainda que virtual. E foi aí que senti necessidade de romper essa "distância" e aproveitando uma viagem de recreio, a Portugal, anunciei pelo blog minha ida! Quem quisesse me conhecer pessoalmente, eu teria prazer no encontro.Uns poucos amigos virtuais atenderam ao convite. Eram tão arredios que não consegui programar um encontro com todos juntos. Queriam "audiências" em separado. Acabei me atrasando numa visita a um Museu, e numa rápida, mas inesquecível passagem pelo " Pastel de Belém", que quando chegamos ao hotel estavam todos juntos, a nossa espera. Entre eles, timidamente um casal, Fernanda e Jorge, com um livro autografado e uma caixa de papelão com uma escultura sua.
Jorge na praia de Ibiraquera, SC- 2010 - by E.P.L.
O encontro em si foi tenso, formal, e rendeu poucas conversas paralelas, algumas fotos, e um convite do Jorge para jantarmos logo mais a noite! Convite aceito, saímos a pé para um restaurante nas proximidades, e na ida, e na volta, aulas de história e cultura portuguesa e lisboeta. Mas foi durante o descontraido jantar que se selou uma admiração e ínicio de verdadeira amizade, com um Jorge completamente abstêmio, que me propôs a primeira brincadeira ( de muitas que se seguiram ao longo dos anos) que consistiria em fazer uma imagem que RETRATASSE aquele nosso jantar. ( é a foto acima com a Fernanda ) Voltando ao Brasil, em dia e hora a se combinar, postaríamos as fotos resultantes! Ganharia a melhor. Criar, competir, sintetizar, brincar. Esse o resumo de nossas tentativas! Daí para frente nunca mais paramos de inventar coisas juntos! Até hoje temos parcerias em blogs e muitas histórias em comum. Por que aconteceu? Essa é a nossa tarefa, agora, a desvendar! O Jorge escreve bem. Eu não. O Jorge tem um poder incrível de sintese e de usar, apropriadamente, com grande humor, construções inusitadas. Eu sou absolutamente prolixo. O Jorge é músico, eu não. Mas temos gostos em comum. Enganam-se quem pensa que estamos permanentemente em contato. Falamos duas vezes pelo Skype ou telefone nesses cinco anos. E-mails não muito mais do que isso a cada ano. E como nos entendemos tão bem? Aí esta o mistério. Nunca discordamos a ponto de criar impasse. Sempre um de nós se rende aos argumentos do outro. Nunca houve uma desavença. Nunca planejamos essa amizade. Aconteceu. Que mistério, ou química precisa haver para que isso aconteça ? Espero que no depoimento do Jorge, lá no Expresso da Linha, postado neste mesmo dia e hora, possa ser aclarado. Vamos aguardar.
6.4.12
EDUARDO - O SENHOR DOS VARAIS
Naquele tempo, os blogues não tinham cara. As caras não tinham rosto. Ninguém tinha face. Havia um anonimato implícito na blogoesfera, como se a virtualidade não tivesse nome. Reconhecer o Eduardo não foi fácil. Era Junho. Ano, o longínquo 2008. Foi em Lisboa. Já não me recordo como cheguei ao Varal de Ideias (o blogue do Eduardo). Cheguei num estendal atlântico. Fizemos uma ponte inter-continental. Ele estava em Lisboa. Houve uma empatia imediata. Traçámos planos na mesa do jantar. Surgiram blogues colectivos: Tertúlia Virtual; A Favor e Contra; Mobilling; Pé de Moça... Já nem sei! Sei que foi a primeira vez que encontrei alguém que era "apenas" virtual.
Estar na blogoesfera não é fácil. Há uma permanente exposição pública... voluntária. O Eduardo gosta de se expôr. Pela última contabilidade, ele tem 59 blogues e não vai ficar por aqui. Quem é o Eduardo? Seguramente uma pessoa complexa e multifacetada. Pintor, escultor, apaixonado pelas artes, apaixonado pela vida. Um homem, simultaneamente, ponderado e exuberante. Abrangente e teimoso. Seguro das suas ideias, certo dos seus propósitos. Não gosta de voltar atrás e de pedir desculpa. Somos o oposto. Eu estou sempre a voltar atrás e a pedir desculpa. Então porque ficámos amigos? Curioso nesta relação, é que há uma uma sensação de irmandade recíproca. Uma ligação de personalidades fortes e afirmativas que se respeitam e complementam. Algo que não se explica.
Em Janeiro de 2010 fui à Piacaba. Entrei por São Paulo. Fizemos depois o trajecto de carro até Santa Catarina. Um trajecto de dez horas que deu para muita conversa. A Piacaba é o paraíso do Eduardo. Uma casa fantástica, atelier de escultura, estúdio de pintura... Um Brasil diferente. Choveu três dias seguidos. O Eduardo gosta mais de ouvir do que de falar. Tem opiniões precisas e "quase" inabaláveis. O seu atelier respira criatividade. Creio que há no Eduardo uma necessidade imperativa de agregação. E, no entanto, ele é muito exclusivo. São estas contradições que fazem as personalidades cativantes.
Uma casa no meio da mata. A praia ali tão perto. Esta é a Piacaba. Foi em 2000 que Eduardo concretizou o sonho. Para um europeu, tudo é estranho nestas paragens. Há um espaço que custa a entender. Uma grandeza que se perde na imensidão do horizonte. Os turistas não são espanhóis, mas argentinos. Não há queijo da Serra e o bacalhau é uma miragem. Nem sempre entendemos o que nos dizem e temos de falar devagar para ter algum reconhecimento verbal. Mas, se não fosse assim, mais valia ficar em Lisboa. É uma sensação magnífica ouvir a nossa língua falada com vibração. Cantada com poesia. Entoada com as mil cores da mata atlântica.
Não sou de cerimónias. Andei pela casa toda. Fotografei tudo o que mexe. Este é o quarto do Eduardo. Às vezes ponho-me a pensar no gozo que deve ter dado planificar este sítio. Os planos que foram feitos. O prazer de ver a obra concretizada. Este é um quarto de sonho. Quem tem um quarto destes, tem de ser especial.
Estar por detrás de um grande homem quando se é uma grande mulher, não é fácil. Paulinha não está atrás. Está ao lado. Uma "paulista" convicta, Paula é uma personalidade cativante. Há encontros que estão pré-destinados. Este foi um deles. Eduardo é um homem de sorte.
Eduardo é o Senhor dos Varais e o Homem das Mil Caras. Com ele a blogoesfera nunca acabará. Tenho por ele uma profunda estima e um enorme carinho. Estranho, sinto um à vontade com ele que não sinto com muitos amigos "reais". Talvez haja entre nós uma ligação primordial.
VIRTUAL/REAL
HOJE as 14 horas do Brasil e 17 horas em Portugal o primeiro VIRTUAL / REAL com Jorge Pinheiro/Eduardo Penteado Lunardelli. A história de um encontro anunciado.
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3.4.12
NÃO ESTAMOS SÓS
Tal como na vida real, é legítimo perguntar porque somos estes e não outros. Porque nos juntámos? Porque nos conhecemos? Porque, na imensidão da blogoesfera, criámos este núcleo de intimidade e não outro? Há um mistério no relacionamento que jamais saberemos explicar. Para mim, o acaso representa um factor primordial. As amizades não se escolhem por catálogo. Acontecem. Depois, ficam, mantêm-se, consolidam-se... ou desfazem-se, vá-se lá saber porquê. Não deixa de ser curioso que a representação que fazemos das pessoas, nem sempre corresponde ao que elas são na vida real. E isso, em termos virtuais, nunca poderemos saber com precisão. Há, por isso, amizades virtuais que não resistiriam ao quotidiano de um relacionamento intenso e amizades reais que não têm correspondência virtual sustentada. Estamos a criar novas formas de relacionamento. Com as suas especificidades e as suas limitações. Os seus mistérios e as suas certezas. E, como sempre na vida, é bom saber que está alguém desse lado.
HOMENAGEM DO JOÃO MENÉRES
O JORGE PINHEIRO COMEMORA
( E TODOS OS SEGUIDORES )
AMANHÃ, DIA 3 DE ABRIL,
O PRIMEIRO LUSTRO DO
EXPRESSO DA LINHA !
EM JEITO DE PRESENTE
E DE HOMENAGEM,
DEIXO ESTA IMAGEM
2.4.12
EXPRESSO CIRCULA HÁ CINCO ANOS
Foi a 3 de Abril de 2007 que me dei a conhecer na blogoesfera. Mas, na verdade, eu já existia há algum tempo. Naquele tempo, no distante ano de 1972, tinha este aspecto (atenção: eu sou os dos óculos). Uma foto que nunca teve esperança de ver o mundo. E, no entanto, aqui está. Secretamente eu aspirava já a estes momentos de glória. Ao olhar discreto da opinião pública. A uma ribalta sem palco. Nunca fui de discursos. Não gosto falar a multidões. Não tenho o dom da palavra. Isso não quer dizer que seja discreto. Não sou. Sou um exibicionista moderado. Um narcisista controlado. Nada melhor do que esta invenção magnífica. Os blogues, as redes sociais, o mundo digital... Um mundo confinado a amigos e seguidores. Uma mediatização discreta e limitada. Em cinco anos, o blogue e os amigos que aqui encontrei ensinaram-me muito. Tecnicamente, aprendi a ser ainda mais sintético a escrever e melhorei, indiscutivelmente, a qualidade das imagens. Como pessoa, sinto que estou muito mais tolerante. Admito e admiro as opiniões alheias com um novo olhar e uma nova forma de estar na vida. Esta é a minha grande janela para o mundo. Não tenho receitas, não tenho rúbricas certas, não sei o que vou fazer amanhã. Só sei que vou continuar por aqui.
Fotografia: Cabinda (Congo/Angola), 1972.
9.3.12
28.2.12
250 MIL VISITAS
Este é provavelmente um dos melhores sites da blogoesfera. Acontece que pouca gente reparou e ainda bem. Se fossem milhões não poderia distribuir o meu afecto por todos. Assim são todos meus amigos. Obrigado pela companhia.
14.12.11
10.11.11
ESTÁ TUDO MALUCO OU É SÓ ELE?
Portugal está "a atingir o limite" e hoje seria mais fácil uma revolução. Otelo Saraiva de Carvalho defende que se os militares perderem mais direitos, a resposta pode ser um golpe militar, mais fácil que em 1974 (Diário Económico).
Para quem não sabe, este homem é militar, foi um dos responsáveis pela Revolução e, mais tarde, chefe das "FP 25 de Abril" (uma força terrorista que queria instaurar um socialismo popular revolucionário).
24.10.11
A CHUVA CAI
A chuva começou hoje. Entrou com grande estilo. Uma tempestadade com vento ciclónico e um tempo cinzento de morrer. Para a semana muda a hora. A crise vai-se intensificar. Vai-se interiorizar. Vai-nos deprimir. A crise vai passar a ter cores carregadas com IVA a 23%. O Verão fica longe e sem subsídio. E nem a recapitalização dos bancos, nem o perdão à Grécia nos vai dar ânimo. Neste início de Inverno o Expresso da Linha garante sol na eira e chuva no nabal. Vamos manter a esperança, nem que seja virtual. Precisamos de abanar a cabeça. Aqui a hora não muda. Sejam felizes.
31.3.11
EXPRESSO DA LINHA - QUATRO ANOS
Ao completar quatro anos, o Expresso da Linha continua sem rumo. Não sabemos de onde vimos, nem para onde vamos. Não temos ideias feitas, nem vontade de as fazer. Não levamos ninguém para onde quer que seja. Vamos em frente, não sei para onde. Alguns viajam desde o princípio. Outros entraram em movimento. Uns saem em andamento. Alguns permanecem, outros não. Viajamos sem destimo. Paramos em qualquer sítio. Arrancamos sem aviso. Vamos direitos ao infinito. A viagem é gratuita. Comenta quem quer. Aparece qualquer um. Ninguém tem obrigações. Vamos rápidos que a vida é um expresso. Vamos direitos à última estação. Espero que gostem da viagem. Grato por os ter a bordo.
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