26.6.13

TAPEÇARIAS ÁRABES E MONGÓIS - MUSEU PERGAMON (BERLIM)




COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

Blogger Paulo said...
Ainda bem que já não estão nas mãos de fundamentalistas, talibans e quejandos. Senão, podiam já ter tido o mesmo destino dos Budas do Afeganistão.

24.6.13

MUSEU PERGAMON - BERLIM


COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

Blogger Silvares said...
Esse museu é algo de extraordinário, de facto. A monumentalidade de algumas obras esmaga o visitante. Ainda mais por tudo estar dentro de portas.
A escala e a monumentalidade são esmagadores. Só é perceptível assim. Nos livros de História não se consegue entender a vibração. 

23.6.13

MURO DE BERLIM

O Muro de Berlim está transformado em atracção turística. O Check-Point Charlie é um pretexto para vender T-Shirts. É verdade que todos os povos exploram os seus "lugares-comuns". Nós, os portugueses, repetimos até à exaustão o feito dos Descobrimentos. Em cada esquina de Lisboa há uma estátua de navegador por descobrir. Em cada beco há um fado vadio e sardinhas para assar em vinho tinto de ocasião. Os brasileiros esgotam-se no samba e na "garota de Ipanema" entre sucos e caipirinhas na gastronomia do feijão. Os italianos impingem monumentos até ao vómito arquitectural e "griffes" de sensação pour épater le bourgeois. Em Espanha são museus e obras de arte, na tentativa de fazer esquecer os genocídios americanos e os roubos continentais. Paris c'est l'amour, com a Torre Eiffel em todas as cenas e a falta de educação genética de um povo que precisa de perfume para evitar cheirar mal. Em Berlim, porém, o leitmotif é Hitler, o nazismo, a Gestapo, o martírio de judeus, os bunkers, a blitzkrieg, o soviete supremo da RDA e as torturas da STASI. Guerras e mais guerras. Mortes e mais mortes. Uma cidade dividida. Uma ilha de horror. O turismo em Berlim faz-se de morte e de execuções. Os alemães assumem esse passado tenebroso e fazem-nos pagar para ver. E nós pagamos... Pagamos para ver um símbolo de uma Europa que não se pode repetir. 

APENAS PEDRAS (PERGAMON BERLIM)



PORTAS DE ISTAR (PERGAMON - BERLIM)





22.6.13

PORTAS DE MILETO (PERGAMON BERLIM)

Tudo se compra, tudo se vende. Hoje em dia pode colocar-se a questão da aquisição de obras de arte a países em guerra. Concentrar antes da destruição. Na Síria há muita coisa a salvar. No Iémen também. No Iraque já deviam ter sido tomadas providências. A própria Torre Eiffel nunca se sabe. Devia haver um "país arquivo" onde se guardavam todas as obras universais. Quando entramos num museu que tem obras do tamanho de uma cidade pensamos em roubo, saque e salvação. Pagamos um bilhete e aparvalhamos na dimensão do problema.

21.6.13

PERGAMON




INTERLÚDIO PARA FALAR DAS CRISES

As crises estão por todo o lado e são cada vez mais regionais. No Afeganistão já nem é crise. É a constância da guerra. A catástrofe Taliban. A crise na Síria existe e mata. Destrói o património de Aleppo. Põe em risco o Líbano. Mexe com o Irão. Mas, sinceramente, já estamos fartos. Israel é patético e Gaza uma coisa idiota. De África já ninguém fala. É a crise permanente. Piratas na Somália e no golfo da Guiné. O resto são pretos. Na Ásia não sabemos. Há três dias que não há notícias, logo não há crise. A valorização das manifestações no Brasil interessa pouco aos europeus. As crises são regionais e afectam os povos directamente. Afectam-nos exclusivamente a eles. As crises são comunicadas por despacho noticioso e impressionam na televisão, no intervalo dos anúncios, a meio do jantar, antes de ir para a cama.  A nós interessa a crise na Grécia, a estupidez dos alemães e se vamos ou não receber o subsídio de férias em Junho. Tudo está cada vez mais regional. A globalização vai fazer de nós egoístas displicentes, voyeurs de sofá, insensíveis mediáticos. A única crise que me afecta sou eu.

20.6.13

OS BERLINENSES

Os berlinenses têm uma cidade plana de avenidas largas para andar livremente de bicicleta. Têm faixas prioritárias para circular (as encarnadas). As bicicletas tomaram conta da cidade. Passam na brasa e os peões têm de ter enorme cuidado para não ser atropelados. Não vi um engarrafamento. Quase não vi polícias. A segurança é total. A cidade está limpa (se exceptuarmos a profusão de obras e a incomodidade visual das centenas de gruas e guindastes). Enfim, os berlinenses são civilizados, muito civilizados. Pena não serem simpáticos. Há neles uma altivez que primeiro incomoda e depois chateia. Pode haver muitas explicações (as guerras, o muro...), mas não deixa de nos levantar a dúvida sobre se a arrogância não é mais do que isso. Ou será trauma meu?

POTSDAMER PLATZ (PRAÇA SONY)




DAS FRUHSTUCK IM GRUNEN


PHILARMONIE - BERLIM



Um edifício de arquitectura apagodada e cor amarela. Ainda não perecebi se gosto, mas lá que é diferente, é. Aqui se realizam espectáculos e concertos de grande qualidade. Estava tudo esgotado.

15.6.13

COMIDA?


Com um ligeiro sabor a pasta de dentes Colgate, estes cocós vieram a boiar num penico branco acompanhados de um pão magrinho e entrançado de sabor vazio. Ultrapassado o nojo inicial, metemos a coisa à boca. Era de facto péssimo. Estranhamente ainda tivemos de pagar.

ESTAMOS EM BERLIM