Nunca li nada de Saramago. O primeiro livro que tentei, não passei da segunda página. A escrita era difícil. Quase o oposto da forma como escrevo. Parágrafos longos. Quase sem pontuação. Uma atitude arrogante no estilo e no modo. E o tema era denso demais para o que apetecia. Fiquei de tentar outros livros, pois disseram-me que aquele era o mais difícil. Também não contribuiu o facto de ele ser um comunista inveterado e isso sobressair (segundo me disseram) em grande parte da escrita. Mais, o homem é super antipático. A verdade, porém, é que o homem se fez (ou talvez tenha sido a mulher que o fez) e o Nobel chegou com naturalidade. Agora tenho mesmo de ler qualquer coisita dele. É quase uma diletância não ter lido nada. O pior é que me esqueço sistematicamente, tal é a vontade. Coisa diferente é ter-se cedido a famosa e medieval Casa dos Bicos à Fundação Saramago. Numa primeira impressão revolta-me a ocupação. Não gosto da bonecada medievaleira a espreitar das janelas... Mas, num segundo momento, recordo a degradação em que o monumento estava, sem projecto, nem dinheiro e talvez tenha sido pelo melhor, antes que tornasse numa discoteca para DJ betinhos com a Paris Hilton incluída.
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13.8.14
16.4.12
DAMIEN HIRST - O PALHAÇO RICO
Em 25 anos, Hirst passou de jovem artista fala-barato a marca global, tornado-se o artista vivo mais rico do mundo (um artista rico-morto é pouco provável, mas vocês entendem). Na Tate Modern, em Londres, local onde Hirst dizia que só expunham artistas mortos, inaugurou a sua primeira retrospectiva.
28.12.11
O CIRCO
O circo sempre me provocou uma sensação de ambiguidade. Misto de fascínio e angústia. De tristeza e alegria. Uma certa claustrofobia sentimental. Aquela vida errante. Os trajes de luzes muitas vezes remendados. Uma pobreza disfarçada. Os animais enjaulados. Os bichos amestrados. Os palhaços sem graça que exigiam palminhas aos meninos. Acrobacias banais repetidas à exaustão. O risco da queda. A aflição do desastre. Um suspense de medo. O cheiro a excrementos de camelo. O rugir de leões magros e de tigres ansiosos. O número dos anões. A mulher barbada. O homem-bala... Os circos desciam à cidade em épocas festivas. Onde estariam no resto do ano? Que faria aquela gente no dia a dia? Sempre foi para mim um mistério. Hoje os circos são grandes produções. Espectáculos planeados. Negócios milionários. Mas continua a haver pequenos circos a descer ao povoado. Circos que me continuam a provocar uma angústia nostálgica que não sei explicar.
10.11.11
SINAIS DOS TEMPOS
UNESCO suspende actividade por falta de dinheiro. A UNESCO viu-se incapaz de continuar com os seus programas de Educação, Ciência e Cultura devido à falta de dinheiro causado pelo não pagamento por parte dos EUA de uma contribuição dos USA DE 44 milhões de Euros, em Novembro.
10.6.10
MAPA - EXPOSIÇÃO COLECTIVA "A CIDADE"
Patente na Casa da Imprensa, ao Chiado, até 25 de Junho.
Entre obras de dez artistas destaco, de cima para baixo: fotografia de Neuza Faustino; tapeçaria de Helena Calvet; fotografia de Miguel Rato; pintura Eduardo Magalhães.
2.6.10
28.5.10
2.3.10
BULHÃO PATO - NASCIMENTO
Junte-se muito alho, um molho de coentros, imenso azeite, duas colheres de vinho branco, muito limão e uma pitada de sal. Vai tudo a refogar com um quilo de ameijôas ainda vivas. Uma delícia. Todos adoram... menos as ameijôas, claro.
Faz hoje 182 anos que nasceu Bulhão Pato. Poeta e ensaísta afamado, cuja obra poucos conhecem. Em compensação o seu nome está escrito em todos os cardápios de restaurantes nacionais: "Ameijôas à Bulhão Pato". Não foi sequer ele que inventou a receita. Passeava pela Estremadura quando foi banqueteado com os deliciosos bivalves feitos a preceito. Maravilhado, escreveu a receita algures nos seus cadernos. E ficou afamado. Para além disso que mais fez ele? Pouco importa.
Imaginem que eu escrevia aqui no blogue que boas eram centopeias de vinagrete, comidas ali na Porcalhota?!
2.11.09
MOSTEIRO DA BATALHA


O Convento de Santa Maria da Vitória (Mosteiro da Batalha) é dominicano e foi mandado construir por D. João I para agradecer à Virgem Maria a vitória em Aljubarrota, batalha que garantiu a independência sobre a Espanha. A sua construção começou em 1386 e terminou em 1517, ao longo dos reinados de sete reis. Estilo gótico tardio e manuelino, é Património Mundial da UNESCO. Continua inacabada, como, aliás, todo o Portugal.
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