Viradas para o rio Tejo, as Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos, construídas na década de quarenta do século XX, contam-nos hoje bastante da história do século português a que pertencem. Primeiro, porque foram palco de partidas e chegadas numa época em cujo o transporte marítimo era a principal forma de ligação de Portugal com os seus territórios ultramarinos e demais nações estrangeiras. Depois, porque são marca, por um lado, do regime ditatorial de direita de então e cuja vontade as edificou e, por outro, do arquitecto Pardal Monteiro que as desenhou. Por último, porque nelas podemos encontrar os frescos com que José de Almada Negreiros, a convite do desenhador das gares, animou as suas paredes.
Visita guiada pelo pintor Victor Belém, dia 30/4. Encontro às 10 horas na porta da Gare Marítima de Alcântara.
















Este foi um dos nossos cartazes dos anos 70, agora "reciclado" para o espectáculo de amanhã. O desenho é um original de José Maria Tavares da Rosa.
