31.1.15
30.1.15
29.1.15
STRANGE DAYS
A Europa está confusa. A vitória do Siriza na Grécia; o movimento anárquico Podemos, em Espanha; a extrema-direita a ganhar posição na França; o Reino-Unido indeciso no abandono da União; o BCE a fazer dinheiro para evitar a deflacção; a Ukrânia à beira da guerra; a Rússia a tentar tomar posição na Europa... A solidariedade não funciona. Não há mecanismos de recuo. Não há consensos estratégicos. A política em vez de ter caminhado para o centro, deslocou-se para os extremos. O aparelho de Bruxelas não consegue acompanhar a evolução do descontentamento popular. Estamos já em ritmo de "aguenta". Perdeu-se uma oportunidade histórica de unir a Europa. Os avisos eram evidentes. Os governos preferiram meter a cabeça na areia e avançar para trás. A burocracia e os interesses primários ganharam. Quem tiver uma leira, regresse à couve galega.
19.1.15
VAMOS BRINCAR AOS ANÓNIMOS - III
Nem precisa dizer. Está claro, como as águas cristalinas das fontes, que gosta muito de anónimos. Eu sou diferente. Gosto bastante deste tipo de blogue, com linguagem escorreita (gralha aqui, calinada ali, mas enfim ...) cujos donos têm nome e são sempre, ou quase sempre, pretensiosos e com uma capa de verniz estaladiço. Acredite que nunca uso linguagem ordinária ou ofensiva. Gosto mais de argumentos. Os que não os têm acham aqueles que os têm, imbecis. Pontos de vista, ou vista curta, váselásaber ...
E não me ponha em evidência mais uma vez ou correrá o risco de lhe "roubar" a clientela visitante e opinante. Talvez só lhe sobre seu fiel escudeiro.
E não me ponha em evidência mais uma vez ou correrá o risco de lhe "roubar" a clientela visitante e opinante. Talvez só lhe sobre seu fiel escudeiro.
Como desconfiei, não é brasileiro. "Em calhando" era só para despistar. E assim acaba a brincadeira, antes que o anonimato se revele. Já agora, e para que fique claro, aceito que este possa não ser o anónimo que tem feito comentários ordinários e que eu tenho apagado. O problema do anonimato é mesmo esse. Até pode ser que seja eu próprio a falar comigo mesmo. Vasselásaber!
VAMOS BRINCAR AOS ANÓNIMOS - II
Anonymous said...Vamos lá, tenha coragem e conte-lhes as regras da brincadeira.
Uma pessoa merece sempre ser respeitada, mesmo quando erra, ou comete um pequeno lapso. Aliás, não foi o caso, pois no seu texto as duas palavras - incipiente ou insipiente - faziam sentido.
Era só uma questão de se esclarecer se eram principiantes ou ignorantes. É, o idioma português tem muito que se lhe diga.
Primeira pista: parece brasileiro... Embora consiga formular "dever-lhes-ia", acaba por se desmarcar "em calhando". Mas não será um "gerundivando" deliberadamente metido para enganar? E será esta a mesma pessoa que ultimamente tem usado linguagem ordinária? Se calhar sim, se calhar não.... Estamos perante um formalista/linguista ou um linguista sem forma? E terá algum conteúdo? Adoro anónimos.
VAMOS BRINCAR AOS ANÓNIMOS - I
Anonymous said...Conseguiu seu objetivo:
escondeu o lixo debaixo do tapete. O ego e a honestidade, de infinito tamanho, não couberam lá e ficaram a descoberto.
Ridículo e incipiente, sem dúvida.Temos pena.
Anonymous said...
ops, desonestidade, que a honestidade não lhe é peculiar.
Descobrir um anónimo é coisa difícil num blogue. Ultimamente tenho vindo a ser obsequiado com comentários mais ou menos imbecis e vagamente malcriados. Tenho apagado por respeito aos meus leitores, porque para mim tanto faz. Mas, vendo bem, a caça ao anónimo pode dar posts. Será brasileiro ou português? Será homem ou mulher?
18.1.15
AFTER YOU
Há por aí gente politicamente correcta que diz o que se espera e muita gente que espera que se diga o politicamente correcto. No outro extremo, há gente que é contra qualquer coisa e diz o que quer que seja só para ser "do contra". Queremos todos parecer muito inteligentes. Somos quase todos iguais. Navegamos ao sabor da emoção. Somos todos culturalmente inCompetentes e naturalmente inCipientes. O silêncio é o melhor remédio. Mas se ninguém fala como sabemos o que é estar calado? O mundo movimenta-se por impulsos, ânsias e desejos. Ao escrever estas notas, quero parecer muito moderno, mas não passo de um idiota inútil que transmite ideias parvas para obter likes no meu ego sobrevivente.
17.1.15
NA TERRA DA MUMADONA - V
A espada de D. Afonso Henriques está envolta em mistério. A que está exposta no museu militar do Porto, terá sido retirada do túmulo dele em 1832(?) na presença de D. Miguel. Um acto que foi noticiado na «Gazeta de Lisboa» nº 268: "A sua caveira estava inteira, e mostrava ainda todos os dentes no seu logar menos um; as dimensões do craneo, e mais partes da cabeça eram grandes, e proporcionados os ossos dos braços e pernas, os quaes comparando-se com os da figura superior do tumulo se achou perfeitamente coincidirem com as dimensões respectivas, tendo 10 palmos (2,20m) de comprimento, como refere a História haver tido de altura o herói". O Rei Conquistador era assim um gigante de meter medo ao susto. A espada pesaria 5 quilos e rapava cabeças a mais de dois metros de distância. Ainda hoje se usa a expressão "comprida como a espada de Afonso Henriques" para designar, por exemplo, uma intervenção chata, um monólogo que nunca mais acaba, um discurso intragável... Mas espada está envolvida em mistério, pois parece que afinal era do século XV. E as proporções agigantadas do rei podem ter sido mitificadas ao longo da História. Em Julho de 2006, esteve marcada mais uma abertura do túmulo, a fim de se analisarem os restos mortais com os métodos modernos. O grande historiador Prof. Mattoso afirmou: «Vai ser interessante comparar essa ideia com os resultados dos exames antropológicos sobre toda a compleição física». O acto estava a cargo de Eugénia Cunha, investigadora da Universidade de Coimbra, mas foi cancelado, à última da hora, pelo IPPAR. Talvez melhor assim, não se vá ainda descobrir que o homem era anão ou, pior do que isso, filho do Egas Moniz, como muitos defendem.
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NA TERRA DA MUMADONA - IV
O jovem príncipe não tinha autoridade para dar um foral a Guimarães. Terá sido por isso que a mãe, D. Teresa, atacou o filho. O combate ter-se-á dado em Creixomil (a meia légua, já na estrada para o Porto) e não no Campo de S. Mamede, como diz a tradição. A verdade é que, fosse como fora, aqui nasceu Portugal.
15.1.15
NA TERRA DA MUMADONA - III
As casas são tortas. As ruas estreitas. Medievais. Parece que aqui nasceu Portugal. Afonso era um rapaz irrequieto que não sabia bem se era português, galego ou borgonhês. Os burgueses galaico - durienses detestavam a autoridade feudal. Estamos no recuado ano de 1117. Afonso é chamado a intervir e concede um generoso foral a Guimarães, mesmo sem poder para tal. Os vimaranenses aclamaram-no de chefe: "Vos felicitis honorum et cabum super me". Mas a coisa não iria ficar assim...
14.1.15
JE SUIS AHMED
Já muito se disse sobre o carácter quase sagrado da liberdade de expressão no Ocidente. Acontece que esse valor sagrado pode ser uma provocação ou uma blasfémia. E a reincidência nesse humor envolve riscos, especialmente quando ele atinge outras culturas e quando se sabe que estamos numa época particularmente sensível nas relações com o mundo islâmico. E, a verdade é que ninguém anda na rua a chamar nomes a quem passa sem se arriscar a levar, pelo menos, um bom par de estalos. O grave neste incidente é que a dita "coragem" de uns intelectuais ateus de esquerda, acabou por comprometer a vida de outras pessoas que, por acidente ou por dever de ofício, se atravessaram na frente dos energúmenos terroristas. Mais, esses mesmos comportamentos, que ficam muito bem na sociedade libertária que queremos ser, podem acabar por resultar num boomerang que beneficia a odiada extrema-direita. Nada, mas mesmo nada, justifica estes horríveis assassínios. Mas convenhamos que há comportamentos de risco. É assim que se deve entender o "Je suis Ahmed".
13.1.15
NA TERRA DA MUMADONA - II
Mumadona sempre foi uma mulher sexy mas reservada. Nunca se deixou fotografar de corpo inteiro e à sua volta o nevoeiro impediu uma tomada de vistas abrangente que pudesse confirmar a sucessão temporal. De facto, pouco se sabe da sua vida. Na sua quinta de Vimaranes, fundou um mosteiro dúplice, já por si prova de grande abertura de espírito, a Colegiada de Guimarães. O castelo (originalmente batizado de S. Mamede) que, por razões defensivas, foi levantado por Mumadona entre 950 e 957, originaram aquilo que viria a ser o burgo vimaranense. Quem diria que foi aqui que nasceu o Brasil.
NA TERRA DA MUMADONA - I
Filha do conde Diogo Fernandes e da condessa Onecca, era tia do rei Ramiro II de Leão. Foi a mulher mais poderosa no Noroeste da península Ibérica. Mumadona casou entre 915 e 920 com o conde Hermenegildo Gonçalves, passando, porém, a governar o condado sozinha após o falecimento do seu marido entre 943 e 950, que a deixou na posse de inúmeros domínios, numa área que coincidia sensivelmente com zonas que integrariam os posteriores condados de Portucale e de Coimbra. Esses domínios foram divididos em Julho de 950 com os seus seis filhos, vindo Gonçalo I Mendes a ficar com os do condado Portucalense. Nesse momento (950-951), por inspiração piedosa, fundou, na sua herdade de Vimaranes, um mosteiro sob a invocação de São Mamede (Mosteiro de São Mamede ou Mosteiro de Guimarães), onde, mais tarde, professou. Para a proteção deste mosteiro e das suas gentes das incursões dos Normandos, determinou a construção de um castelo (Castelo de Guimarães), à sombra do qual se desenvolveu o burgo de Guimarães, vindo a ser sede da corte dos condes de Portucale.
7.1.15
2.1.15
SEXO COM HORA MARCADA
Esther Perel, psicoterapeuta, defende que, em muitos casos, a solução passa por planear o tempo para estar junto e o que fazer com ele: o jantar, a música, o sexo. Tirar aquela sexta-feira e deixar os miúdos na avó ou sair mais cedo do emprego. Pode ser apenas uma noite por semana, ou de 15 em 15 dias. Mas se a tivermos marcada na agenda, esperamos por ela, e desejamos que venha depressa, tal como umas esperadas férias. Mas a palavra ‘planear’ ainda é olhada com maus olhos, quando falamos de amor e erotismo, porque nos convencemos de que os gestos verdadeiramente românticos são os que caem do céu, como nos filmes.
Gostava de ouvir os vossos comentários sobre este tema.
1.1.15
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