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6.3.12

NAQUELE TEMPO - 1969



Rio Cuebe, na província de Kuando Kubango. Angola. Perto do Missombo, ao lado de Menongue (ex Serpa Pinto). Depois da travessia, o apetite era devorador. Naquele tempo a Fernanda ainda não tinha vertigens. Fotografias agora reveladas graças ao desvelo de um ex-namorado.

20.2.12

NAQUELE TEMPO - CARNAVAL 1958

Naquele tempo o Carnaval fazia-se de serpentinas e confetis. As festas eram na Cooperativa Militar, ali à rua de S.José, em Lisboa. Fatos de cow-boys, índios e "pierrots", fadas e columbinas. Ainda não havia samba e o corso era no Estoril. Outros Carnavais.  

16.2.12

NAQUELE TEMPO - 1970

Enquanto consulto os astros para vos poder responder ao Passatempo Varais, fiquem com esta foto sacada lá do fundo do baú. Quem me acompanha há mais tempo tem "obrigação" de reconhecer três pessoas (dois são blogueiros). Alguns poderão mesmo reconhecer quatro...

10.2.12

ESCLARECIMENTO

Maria Fernanda Neves Pedro esclarece que a foto foi tirada em 1968, em Serpa Pinto, agora Menongue, em Angola......as chamadas Terras do Fim do Mundo!!
Jorge esclarece que conhecera a pequenita Fernanda um ano antes de ela ir para o Fim do Mundo... ou seja, no ano em que os Beatles lançaram o Sg. Pepper's.

NAQUELE TEMPO - LAGOS 2008

8.11.11

NAQUELE TEMPO - ADMIRADO

Com um ano tudo nos admira. Com sessenta admiramo-nos contudo. E vamos continuando admirados até à admiração final.
Eu com a minha Mãe (1952).

NAQUELE TEMPO - NO PINHAL

Eu com os meus pais, por volta de de 1957/1958, algures num pinhal (talvez em Paço d'Arcos). O meu ligeiro ar "enjoado" deve-se, provavelmente, a não ter sido ainda inventada a blogoesfera.

7.11.11

NAQUELE TEMPO - MEXENDO NOS ARQUIVOS DE FAMÍLIA

Uma fotografia do meu pai em 1961.


Entre 1959 e 1961 o meu pai frequentava a École Supérieure de Guerre, em Paris.
Esta é uma caricatura no livro de fim de curso (à direita, o meu pai; à esquerda,
um colega brasileiro).

4.11.11

NAQUELE TEMPO - AS FARDAS DA TAP



A Fernanda em 1971. Esta era a farda das "aeromoças" da TAP.

23.6.11

NAQUELE TEMPO


M. construíu uma estória em que o futuro era governado por uma eliteque éramos nós, obviamente. O novo mundo era sustentado em Portugal, as ainda colónias africanas e o Brasil reconquistado. Era o “Quinto Império”, renovado e devidamente apopalhado. Tudo isto, conquistado à força de guitarra portuguesa e tendo por “messias” o filho do Rodrigo, na altura com três anos.
Confiante no seu projecto, pediu sucessivas audiências ao então Presidente da República, general Spínola, para lhe apresentar plano detalhado de acção. E só por manifesta falta de agenda não foi recebido e nomeado Ministro da Felicidade Eterna.
À noite pregava um discurso de hermenêutica complexa, empoleirado nas mesas da “Tendinha” (a emblemática tasca da vila).  Outras vezes desafiava quixotescamente os carros da Marginal que se atreviam a devassar-lhe a paranóia, equilibrado, prodigiosamente, no traço contínuo que separa as faixas de rodagem.
Ao fim de seis meses acabámos todos no manicómio. Uns por falta de resistência, outros por manifesta necessidade.
Fotografia de Raul Barbosa.

22.6.11

NAQUELE TEMPO

"Temos um sonho que mora/ no fundo de um quintal/Evitando que em nós cresça/ O perfume das flores do mal/ Ouçam-me esta rádio livre/Qual tambor no sertão/ Transmitindo clandestino/Bater de um coração..."

NAQUELE TEMPO



“Sou filho do Povo do Sul/Tenho a boca a saber a sal/Ai, de beijar essa deusa do mar/Deusa mulher sereia/Voei contigo na areia/Em mil carícias de bagaço e mel/E entre as tuas coxas, amor/De unhas cravadas, amei/A Terra inteira…”

21.6.11

NAQUELE TEMPO

A Isabel (aqui ao centro) viria a ser a minha segunda mulher e a mãe dos meus dois filhos. Ainda estava casado com a primeira e já pensava na segunda. Uma canseira...
Fotografia de Raul Barbosa (1975)

NAQUELE TEMPO



O barril vinha de Nelas. A carrinha estava sempre a avariar. Não havia auto-estradas. O engarrafamento era o pior...
Fotografia de Raul Barbosa (1975)

NAQUELE TEMPO

Tinha comprado uma velha carrinha Morris em 5ª mão, daquelas que andam permanentemente engasgadas e pegam de empurrão. Arrancava num turbilhão de fumo. Uma poluição de gasóleo puro.  Tinha uma incorrigível tendência para fugir para a esquerda, fruto de acidentes do seu vetusto passado. Lá dentro passava-se tudo. Dormia-se, comia-se... enfim, tudo. Percorri o pais no abastecimento para o restaurante. Eram pipas e garrafões de vinho. Ia a Nelas comprar por atacado. Do Alentejo trazia queijos de cabra e de ovelha. Duas vezes por semana ia à Praça da Ribeira ou ao Mercado Abastedcedor, ali ao Campo Grande, abastecer de peixe e vegetais. Por isso não se admirem se ainda hoje souber escolher um goraz ou se conhecer uma recôndita estrada secundária atrás das moitas...
Fotografia de Raul Barbosa (1975)

20.6.11

NAQUELE TEMPO

A pequenita da direita, ligeiramente desfocada, é nossa colega de blogues... Alguém adivinha?
Fotografia de Raul Barbosa (1975).

NAQUELE TEMPO

O restaurante foi a primeira “tasca moderna” da região de Lisboa. Um dia saiu uma crítica favorável no jornal “Expresso”. Foi um desastre. No fim de semana seguinte a invasão foi tal que rompeu os abastecimentos. Os clientes esperaram horas enquanto corríamos a casa dos pais tentando encontrar desesperadamente meia dúzia de ovos, um reforço de fruta, restos de entrecosto… O serviço às mesas tornou-se de abandalhado em inexistente. Todos nos refugiávamos na cozinha, recusando enfrentar as reclamações da clientela que debandou enraivecida sem pagar a conta.
E a paz voltou. Essa paz que nos permitia jantar sossegadamente com os amigos, devastando a garrafeira sem risco de ser incomodados por um intrépido cliente exigindo ser atendido!
Fotografia de Raul Barbosa (1975).

NAQUELE TEMPO


Um dia, sabe-se lá porquê, decidimos montar um restaurante. Arrendámos espaço. Fizémos obras e atacámos o mercado... Foi uma das piores iniciativas que tive em toda a minha vida. A coisa passou-se ali em Caxias, terra morta, de difícil acesso, ao lado da fedorenta ribeira de Laveiras. Acresce que ninguém tinha qualquer experiência de restauração.
 O restaurante. Chamava-se “Cozinha da Cartuxa”. Os sócios eram o Zé Tó, que oferecia a grande vantagem do pai ter uns talhos e a enorme desvantagem de beber que nem uma esponja; o Jó, que só tinha desvantagens e o João e a Raquel, que se encarregaram da cozinha, coisa que nos pareceu o mínimo indispensável para abrir um restaurante. O bar ficou para o Chico Zé e o Zé Carlos. O modelo de negócio era simples. À noite os clientes empanturravam-se no restaurante e seguiam ao bar, onde passariam a noite a beber cervejolas,  whiskies de malte e tostas mistas, até cair para o lado. Às vezes havia música ao vivo. Ao almoço seria mais para negócios. Aos fins de semana, famílias inteiras de caxienses acorreriam, depois da missa, deixando os petizes entretidos no parque infantil, enquanto aumentavam o colestrol nas mesas comunitárias do refeitório. Este era o projecto...
Fotografia de Raul Barbosa (1975)