Portugal está infestado de turistas. Lisboa e Porto estão definitivamente na moda. O Algarve está abarrotar. A receita turística é já de mais 15% do que no ano anterior. Só prémios e medalhas. Hotéis do melhor. Restaurantes carregados de estrelas Michelin. Os vinhos são os melhores do mundo. O azeite é gourmet. A luz de Lisboa é única. Os becos de Alfama dão os melhores postais ilustrados da Europa. A Ribeira no Porto é mais medieval que a própria Idade Média. São festivais de música permanentes. Bares e discotecas até à hora que se quiser. DJ's em ruído pela noite fora. Despedidas de solteiro em charters alcoólicos de gente que nem chega a perceber onde esteve. Cruzeiros marítimos que despejam 500 mil por ano. Gente gorda e anafada que corre aos Jerónimos, faz fila na Torre de Belém e enfarda um pastel de nata porque tem de ser.
Todos nós portugueses sabíamos há muito que Portugal era o melhor do mundo. O problema, agora, é que todo o mundo sabe. Não tenho dúvidas que ajuda a crise. Mas a "pegada turística"?
Hoje ir a Lisboa começa a ser um sacrifício. O custo de vida aumenta exponencialmente. Os lisboetas estão doidos para saírem de lá. Os bairros típicos perdem população, exaurida de tanta barulheira e confusão. Hoje os turistas fotografam turistas para se sentirem mais turistas independentemente de serem turistas. São selfies, melfies, delfies... Um pesadelo de iPad em riste e calções com chanatas. Como seria bom o turismo sem turistas.
Hoje ir a Lisboa começa a ser um sacrifício. O custo de vida aumenta exponencialmente. Os lisboetas estão doidos para saírem de lá. Os bairros típicos perdem população, exaurida de tanta barulheira e confusão. Hoje os turistas fotografam turistas para se sentirem mais turistas independentemente de serem turistas. São selfies, melfies, delfies... Um pesadelo de iPad em riste e calções com chanatas. Como seria bom o turismo sem turistas.

