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15.8.15

TURISMO SEM TURISTAS

Portugal está infestado de turistas. Lisboa e Porto estão definitivamente na moda. O Algarve está abarrotar. A receita turística é já de mais 15% do que no ano anterior. Só prémios e medalhas. Hotéis do melhor. Restaurantes carregados de estrelas Michelin. Os vinhos são os melhores do mundo. O azeite é gourmet. A luz de Lisboa é única. Os becos de Alfama dão os melhores postais ilustrados da Europa. A Ribeira no Porto é mais medieval que a própria Idade Média. São festivais de música permanentes. Bares e discotecas até à hora que se quiser. DJ's em ruído pela noite fora. Despedidas de solteiro em charters alcoólicos de gente que nem chega a perceber onde esteve. Cruzeiros marítimos que despejam 500 mil por ano. Gente gorda e anafada que corre aos Jerónimos, faz fila na Torre de Belém e enfarda um pastel de nata porque tem de ser. 
Todos nós portugueses sabíamos há muito que Portugal era o melhor do mundo. O problema, agora, é que todo o mundo sabe. Não tenho dúvidas que ajuda a crise. Mas a "pegada turística"?
Hoje ir a Lisboa começa a ser um sacrifício. O custo de vida aumenta exponencialmente. Os lisboetas estão doidos para saírem de lá. Os bairros típicos perdem população, exaurida de tanta barulheira e confusão. Hoje os turistas fotografam turistas para se sentirem mais turistas independentemente de serem turistas. São selfies, melfies, delfies... Um pesadelo de iPad em riste e calções com chanatas. Como seria bom o turismo sem turistas.

15.7.15

PORTO - ASCENSOR DE GUINDAIS

Entalados e amarrotados, bandos de turistas percorrem ruelas em subidas e descidas na busca do pitoresco instantâneo, da fotografia que redima as férias, da imagem que demonstre a vida para além da fronteira. Viagens enlatadas em low-cost. Comida fast-food em qualquer local da outra margem. Tawnys avermelhados com sabor a açúcar mascavado e azia garantida. Chanatas, bonés e calções. Invadem Portugal.  Deixam umas coroas e seguem destino. Estamos à beira do colapso turístico. Um momento de viragem em que qualquer estrangeiro vale mais que um cidadão.

14.7.15

PORTO - RIBEIRA

A zona ribeirinha do Porto está infestada de vendedores ambulantes. Todo o espaço entre a Ribeira e o Douro é uma feira de mau gosto que impede a passagem, estraga a fotografia e não acrescenta qualquer valor. Uma das paisagens mais bonitas de Portugal está entregue a barracas de bugigangas: canecas, porta-chaves, camisolas e bonés, artesanato do Senegal e canivetes Suíços. Esta fotografia não é fácil de fazer. Em baixo é só poluição ambulante. A Câmara do Porto deve tirar receitas das licenças, mas o custo de imagem é incalculável. Este problema não é só do Porto, mas aqui assume um nível escandaloso.

13.7.15

PORTO - PENTELHEIRA AZUL

Mais um exemplo de vanguardismo. Um edifício emblemático que se assume. Será gay, será apenas parvo... Provavelmente um misto de coisa com coiso. Como é fácil redecorar nesta profusão de azul em pentelhos descaídos sem ponta que se lhe pegue.

10.7.15

A BELEZA DO CABO

Há quem meta cabo só para meter. No Porto mete-se por arte. Como seriam monótonas estas portadas "art nouveau". O modernismo do cabo à solta dá um ar de Serralves, vagamente surreal, ligeiramente abstracto, totalmente dadaísta.

8.7.15

PORTO - NOITE

No Porto a noite é igual a qualquer noite em qualquer lado em qualquer sítio. O rio continua estreito e vagamente claustrofóbico. As luzes alargam o horizonte no reflexo da escuridão. Tudo ilusão de turista.

5.7.15

PORTO - LIVRARIA LELLO



De difícil penetração, a Livraria Lello abunda em turistas que querem fotografar rapidamente mais um ex-libris e seguir para o próximo monumento recomendado. Entram e saem sem sequer entender o que estão a ver. As escadas são tortuosas e pouco recomendadas para velhotes como eu. A livraria deve ser um tesouro, mas com tanta gente só pela internet. Parece que também há livros...

4.7.15

PORTO - PONTE LUÍS I



Blogger João Menéres said...
Três belas imagens.
Direi mais sem receio : Das melhores que conheço da Ponte Luis I !!!

Grande abraço e felicitações.

2.7.15

OPORTO


Uma cidade cheia de turistas que fotografam turistas para verem turistas só para dizer que os mesmos turistas estiveram lá. No meio fica um trânsito do carago e malta que sobe e desce as claustrofóbicas colinas do Douro até à Foz na esperança de obter o melhor ângulo. O melhor do Porto é a seta que indica Lisboa. Mas até isto está difícil. Muitas pontes sobre um rio pequeno e estreito, com indicações estapafúrdias e nomes pseudo-celtas impossíveis de identificar para um sulista normal. Rotundas, sobre rotundas, num puzzle de ruas a que faltou um bom terramoto para se conseguir urbanizar. Porto sentido?

1.7.15

IMAGINI - III

No Porto acaba sempre por haver nevoeiro. Sinal de que falta alguém. E quem faltou foi a Myra. O livro é também dela. Dela e do João. Eu fiz uns pequenos haikus. Poemas modernistas de majerico em Santos Populares. A minha primeira incursão pelo género. Amanhã meto um ou dois... a ver se gostam.

30.6.15

IMAGINI - II

 








Muito concorrido, o evento começou ao contrário. Primeiro veio o Porto de Honra e depois é que foram os discursos. Talvez por isso, estava tudo animado e os oradores foram rápidos e sucintos, como convém nestas coisas. A reportagem é da Fernanda que eu, como se pode ver, estava no uso da palavra. Francamente eu não faria melhor.

IMAGINI - I

 



Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto. Um ambiente nobre e sério, numa descontração que só o bom vinho do Porto confere. Obrigado a todos os que colaboraram, na pessoa do seu Presidente, Manuel Cabral.

28.6.15

LANÇAMENTO 2º FEIRA (18H) NO PORTO - INSTITUTO DO VINHO DO PORTO


Quem sabe ver vê para lá do olhar. Olha para além da vista. Quem sabe ver eterniza pessoas. Fixa lugares. Desvenda sentidos. Antes era nada. Agora são cores e formas. Curvas e rectas. Êxtase e esplendor. As imagens podem impressionar. Alegrar. Seduzir. Podem matar e ser mortas. As imagens são tudo o que se quiser. Porque elas não existem. Somos nós que as criamos.

22.6.15

IMAGINI - 29 DE JUNHO - PORTO

Rectificação: dia 29 é 2ª feira (por lapso no convite diz-se 4ª feira).

16.6.15

IMAGINI - LANÇAMENTO 29 DE JUNHO - PORTO

 
 
Este é um livro que nasceu de um conhecimento na net. Foi em Março de 2014 que o desafio foi lançado. IMAGINI é um encontro de imagens. Um diálogo de sentidos. A uma fotografia responde uma pintura. A uma pintura responde uma fotografia.  As fotografias são do João Menéres, as pinturas são da Myra Landau, os textos são meus. O lançamento será a 29 de Junho, no Porto. Quem andar por lá, está convidado.

8.8.12

PORTO - ADEUS



O Porto não tem fim. Acaba onde começa e volta a recomeçar. Podíamos falar das "tripas à moda do Porto". Da sua origem medieval. Da cidade Invicta. Das gentes laboriosas do norte. Da Ribeira. Da Casa da Música. Das pontes para a outra margem. Podíamos investigar porque embirram com os "mouros" ou porque são maioritariamente de direita. Podíamos muita coisa... O Porto não tem fim. Por isso deixamos estas imagens singelas do majestático Parque de Serralves e despedimo-nos até próxima oportunidade.

PORTO - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA XIX


7.8.12

PORTO - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA XVIII

Uma das peças mais interessantes do acervo do MAC era esta instalação sem nome nem autor. Percebi, depois, que se tratava de um verdadeiro extintor e da respectiva mangueira. Atrás de mim muitos turistas fizeram fila para obter um instantâneo desta maravilha contemporânea. Fica a despedida de um museu que tem incendiado a vida cultural do país. Destes fogos podem vir muitos.