29.8.14
27.8.14
ALMOÇOS CÁ EM CASA
Foram chamuças de carne e caril de camarão para onze pessoas. O tiramisu estava de morrer e o melão não podia ser mais doce. Um almoço que acabou à 9 da noite. Tudo encomendado no Kaia Khalina, ali na Rebelva, um restaurante moçambicano que recomendo vivamente. O vinho era muito, a sangria ainda mais, os gins tónicos circulavam desmedidamente, o whisky era do bom e o cognac do melhor. Acabei na Água das Pedras, para variar. Para o ano há mais.
25.8.14
JÁ NÃO HÁ PECADOS?
Estamos cada vez mais tolerantes com o crime. Dantes, os comportamentos antissociais eram condenados pela religião e julgados como crimes. A justaposição da moral religiosa com a moral laica, fazia dos pecados crimes e dos crimes pecados. A intolerância era canónica e, para além de prisão terrena, davam inferno perpétuo. No Ocidente, com o advento da Revolução Francesa, a moral afastou-se da religião e o castigo já não é divino. Hoje não temos receio de pecar. Temos apenas medo da polícia. A nossa tolerância aumentou na proporção do aprofundamento da democracia e dos comportamentos republicanos. In dúbio pro réu. Recursos paralisantes. Prescrições aviltantes. Todos os dias assistimos a desaforos sociais inqualificáveis. Disparos aleatórios contra cidadãos que passeiam na rua. Assaltos à mão armada e roubos de colarinho branco. Pedofilia, estupros e violência doméstica... Assistimos a tudo isto com uma tolerância quase pornográfica de rebarbativo masoquismo. A ausência de pecado nas sociedades ocidentais faz com que a moral se identifique com as notícias publicadas no Correio da Manhã e que os crimes sejam digeridos na ligeireza doméstica do Facebook. Estaremos condenados a precisar de uma religião?
24.8.14
19.8.14
18.8.14
14.8.14
DEMO - POPULISMO
Os políticos prometem o que o povo quer ouvir. O povo grita para os políticos ouvirem. Os bancos gostam. O país endivida-se. Votar pode ser perigoso.
13.8.14
CASA DOS BICOS
Nunca li nada de Saramago. O primeiro livro que tentei, não passei da segunda página. A escrita era difícil. Quase o oposto da forma como escrevo. Parágrafos longos. Quase sem pontuação. Uma atitude arrogante no estilo e no modo. E o tema era denso demais para o que apetecia. Fiquei de tentar outros livros, pois disseram-me que aquele era o mais difícil. Também não contribuiu o facto de ele ser um comunista inveterado e isso sobressair (segundo me disseram) em grande parte da escrita. Mais, o homem é super antipático. A verdade, porém, é que o homem se fez (ou talvez tenha sido a mulher que o fez) e o Nobel chegou com naturalidade. Agora tenho mesmo de ler qualquer coisita dele. É quase uma diletância não ter lido nada. O pior é que me esqueço sistematicamente, tal é a vontade. Coisa diferente é ter-se cedido a famosa e medieval Casa dos Bicos à Fundação Saramago. Numa primeira impressão revolta-me a ocupação. Não gosto da bonecada medievaleira a espreitar das janelas... Mas, num segundo momento, recordo a degradação em que o monumento estava, sem projecto, nem dinheiro e talvez tenha sido pelo melhor, antes que tornasse numa discoteca para DJ betinhos com a Paris Hilton incluída.
11.8.14
9.8.14
O CANTAR DA SEREIA - GRAÇA SIMEÃO
O Cantar da Sereia
http://ocantardasereia.blogspot.pt/
Numa altura em que a crise dos blogues afecta paraticamente todo o continente europeu e em que até as empresas de rating desaconselham o investimento neste produto, há quem arrisque e vá para o mercado com um pacote bem definido, simples e eficaz. Uma coisa que parece óbvia, mas cada vez se faz menos. Um verdadeiro ovo de Colombo. A minha amiga Graça Simeão (mais conhecida por Daga) lançou o seu primeiro blogue. Um blogue de poesia, mas só da muito boa. Eu que tenho a mania que não gosto de poetas, estou a converter-me. Ora vão lá ver e digam se não tenho razão...
8.8.14
UM VERÃO QUENTE E FRIO
Depois de seis livros editados, contos, blogues e outros escritos
vadios, parece que me esgotei. Estou com pudor em escrever. Não sei que dizer. Não
tenho assunto, nem consigo ser original. Falar da decadência da família
Espírito Santo e da consequente falência do BES? Dizer que são uns ladrões, uns
bandidos, uns vigaristas e uns poltrões?… Já toda a gente sabe. Falar do ébola que
contamina a África e promete estender-se em ligações aéreas a todo o mundo?...
Vem diariamente em todos os jornais. Opinar sobre a desgraça árabe que se
incendeia de novo em Gaza, que destrói o Iraque, que atinge a loucura na
Nigéria ou que mata que se farta no Afeganistão?... Assunto requentado, sem
nada de novo infelizmente. Teorizar sobre o Muro da Ucrânia que se está a
preparar num clima de Guerra Fria acirrado pela queda do MH17?... Não tenho
autoridade, nem conhecimento, apenas medo. Vou falar de quê? Dos meus estados
de alma? Da idade que se acumula? Da dificuldade em suportar ruídos de motas,
carros, ambulâncias, cães e em geral de tudo o que mexa? Da sensação de
inoperância total e de intolerância galopante? Falar outra vez das minhas idiossincrasias?
Da minha hipocondria? A vida está-me a tirar a vontade de comunicar. Sinto que
não acrescento nada de novo, nem de positivo. Não sei… Talvez me cale ou desate
a dizer disparates. Vou pensar.
6.8.14
5.8.14
3.8.14
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