Um armário pode ser um arrumário. Um local onde deixamos a roupa e arrumamos o dia-a-dia. Fica a rotina pendurada na corda do destino. Um destino que espera por nós. E nós nada sabemos dele. Cada dia que passa é mais uma incógnita. Uma dúvida irrequieta que nos faz pensar. Será que gostaríamos de saber? Saber o que é o futuro?
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3.5.12
18.4.12
(IN)SEGURANÇA SOCIAL
Anda tudo muito preocupado com as gerações futuras. Com o efeito da crise nos nossos filhos e netos. A insegurança no emprego. A falta de expectativas. A quase certa impossibilidade de se aposentarem quando chegar a idade deles. Estamos a falar de gente que tem agora 20/30 anos. Gente que tem a obrigação de inventar novos paradigmas. De promover novos modelos sociais. Gente que não pode ficar encostada a velhos sistemas que se esgotaram. E se os novos não souberem inovar quem o pode fazer por eles? Problema grave são as pessoas com mais de 60 anos. Aí sim, não há nada a fazer. Que margem de manobra tem essa gente? Nenhuma! Descontámos durante uma vida 1/4 do vencimento e agora não há dinheiro?! Foi um contrato que fizémos. Um contrato de segurança social. O Estado funcionou como uma companhia de seguros. Uma companhia que agora não quer pagar. Não é admissível o "plafonamento". Não é admissível o aumento da idade para quem já estava em condições. Não é admissível o aumento de impostos para os aposentados. Um estado de direito não pode quebrar contratos, a não ser que já esteja na bancarrota. A segurança social está a tornar-se insegurança social.
15.4.12
FUMAR - UMA QUESTÃO DE CIDADANIA
Não sei se fumar mata. Mas que chateia não tenho dúvidas. Um dos problemas dos fumadores é acharem que têm direitos. Direitos adquiridos, ainda por cima. Não lhes passa pela cabeça que, para um não-fumador, a simples visão de um cigarro afugenta o contacto. Que o cheiro do fumo é veneno puro. Um absurdo. A lei tem-se preocupado, essencialmente, com a saúde pública. E aqui concordo que existe uma enorme hipocrisia. O Estado que suporta a despesas de saúde pelo tratamento do tabagismo é o mesmo Estado que cobra 80% nos impostos num maço de cigarros. Hipocrisia pura! Coisa diferente é o incómodo brutal que o tabaco provoca em quem circula na rua, nos jardins, nos passeios. Nunca entendi porque proibiram o tabaco em recintos fechados e continuam a permitir na rua. O espaço público é de todos. Só vou a casa de quem fuma se quiser. Só vou a bares de fumadores se quiser. Agora na rua tenho de andar. Fumar devia ser absolutamente probido ao ar livre. Dentro das casas é com cada um. Um problema que não me diz respeito. Fumar é, mais do que um problema de saúde pública, uma questão de cidadania.
13.3.12
DIA A DIA - O MUNDO MUDOU
Sou do tempo das cartas. Do telefone preto agarrado à parede.
Dos telegramas e do telex. O fax era milagre. A televisão era a preto e branco. Uma
caixa arredondada com lugar em cima da cristaleira. Válvulas iónicas e
transístores; gira-discos e gravadores de fita; cartridges e cassettes. Foi
assim até 1990. De repente o mundo ficou sem fios. Em Portugal há hoje mais
telemóveis do que habitantes. Os SMS sucedem-se. Fala-se ao jantar enquanto se come bacalhau com batatas. O telemóvel ganhou lugar à mesa. É parte da
família. O computador apareceu timidamente. Escondido nas caves. Dominado por
tresloucados informáticos com pronúncia em COBOL. Em breve o Personal Computer estaria
em cima da secretária de qualquer executivo de alta cilindrada. Primeiro só para
enfeitar. Depois para uso intensivo. Hoje as empresas trabalham mil vezes mais
depressa. Não há tempo para pensar. O PC obceca-nos as noites na volta dos
blogues. Na premência das redes sociais. Nos e-mails repassados com anexos em
PDF, zipados, em slide-show. A relação com o mundo ficou dependente da net. A
nossa vida está guardada para sempre. Tudo fica registado. A privacidade
acabou. Mesmo depois da morte, a memória persiste. A televisão agora é digital.
De alta definição. Grava-se o que não se vê. Vê-se do princípio quando o programa
já está a meio. Paga-se para ter 200 canais que não servem para nada. Boxes
para descodificar. Canais pagos para esquecer. Por esta altura, a música já não
se toca. Fabrica-se. Há programas para todos os gostos. Download pirata ou
compra na Amazon. Ouve-se directamente do PC. YouTube no iPhone. Jornais no
iPad. Revistas na internet. Livros no Kindle. Em cinquenta anos o mundo mudou.
Mudou muito. Hoje somos milhões de uns e zeros. Zeros sem uns. Uns sem outros.
Milhões que querem ser tudo. Quase nada de qualquer coisa. Um lugar na blogoesfera.
Uma alma no facebook. Um link para a eternidade. Um site no paraíso. Estamos a
criar personalidades digitais. Dependentes de “likes” e “unlikes”. Avatares
vitalícios, eternamente renovados. Existimos
no arquivo das “clouds”. Nunca nos vamos ver. Nunca nos vamos tocar. Estamos
condenados a sentir nos chips do imaginário electrónico. A sonhar nos murais
das redes sociais. A viver nos megabytes da memória RAM. Mais do que ser
importa estar. Mais do que conhecer queremos parecer. Mais do que convencer
preferimos iludir. Existimos para além da morte e morremos eternamente. O mundo
mudou muito. A questão é saber como vamos mudar nós.
11.2.12
DIA A DIA - GERAÇÕES
A cultura é uma sedimentação geracional. Feita de estratificações sucessivas ao longo de milénios. O Estado, a Sociedade, o Mundo, tal com os conhecemos hoje, são fruto de avanços e recuos. De sucessos e crises. De paz e de guerra. Quando nascemos herdamos um "acquis". Algo que a geração anterior nos passa. Algo que temos obrigação de questionar e de melhorar. A certa altura da vida acomodamo-nos. Consolidamos o adquirido. Entramos numa espécie de "mainstream" social. Calçamos as pantufas. Podemos (e devemos) continuar a ser intelectualmente críticos e socialmente curiosos. Mas já não somos nós que vamos mudar nada. Limitamo-nos a gerir o passado. Cabe às novas gerações esse papel de mudança, como já coube à nossa. Uma mudança que pode ser uma continuidade ou uma disrupção. E qualquer paralelismo com o Maio de 68, o 25 de Abril ou a queda do Muro não colhem. As novas gerações têm de escolher o seu próprio caminho. As comparações são armadilhas da memória. O que é diferente nos dias de hoje é que as pessoas duram muito mais e arrastam consigo esse "acquis". Ocupam cargos de gestão "ad infinitum". Perpetuam-se na política. Tiranizam a cultura. Os filhos do "baby boom" que nós fomos questionavam tudo. Queriamos mudar o mundo. Agora não saimos de cima. As novas gerações têm um problema: nós.
18.12.11
DIA A DIA - AMIGOS
Afinal o que são amigos? Hesito na definição por receio de contenção. Por medo de contradição. Por embaraço de exaustão. Dantes eram jovens que viviam comigo a sensação da descoberta. Depois eram colegas do liceu que sabiam das minhas fraquezas. Mais tarde foram companheiros de viagem que ansiavam chegar a qualquer lado. Hoje falamos sem palavras. Conversamos sem verbos. Imaginamos sem adjectivos. Hoje os meus amigos não querem nada. Sabem das minhas fraquezas. Não precisamos falar. Não há interesses. A amizade é aquilo que fica depois de sermos amigos. Uma compreensão introspectiva da nossa extroversão. Uma mutualidade de afectos que não precisam de confirmação. Existem. E existindo, são.
22.11.11
DIA A DIA - OUTONO
A estação passa e nós passamos com ela. Uns mais caducos, outros mais perenes. Somos uma espera na indefinição. Uma vibração de incerteza. O dia passa pela noite. Os meses devoram o ano. As horas passam vorazes. Acordamos sem certeza de ter dormido. Adormecemos sem certeza de acordar. Uma rotina confortável dentro da casa aquecida. Lá fora o mundo enerva-se com a vida. Ficamos à espera de qualquer coisa. Qualquer coisa que não sabemos o quê. O Outono passa rápido. O Inverno adiado teima em regressar... Ainda havemos de o recordar.
27.10.11
DIA A DIA - SOMOS DEMAIS
Há gente a mais. Muita gente a mais. Esta
é a Era da Superpopulação. Desde a morte de Cristo até ao
séc. XVII foram necessários 16 séculos para que a população da terra
duplicasse. Ao ritmo actual, a população duplica em menos de meio século. De 4
em 4 anos a humanidade acrescenta à sua totalidade o equivalente à população
dos USA! No passado as pestes medievais e as guerras permanentes ajudavam a
manter o equilíbrio entre os recursos e os habitantes. Vivia-se pouco e mal, é
certo. Mas o mundo mantinha-se equilibrado. Agora a progressão geométrica de
crescimento da população desequilibra a obtenção de recursos e a obtenção
intensiva de recursos desequilibra o planeta. A ciência prolonga a vida até ao
estado de eutanásia e os velhos acumulam-se em hangares de tristeza e vergonha.
Deram-nos um Estado Social protector na doença e na velhice. Um estado que
garante pensões, subsídios e reformas. Deram-nos uma ilusão de riqueza e a
garantia de felicidade. Um modelo incomportável, falido e pernicioso. Um modelo
insustentável com o crescimento exponencial da população e com a globalização
económica selvagem a que se chegou. A crise que aí vem vai ser a peste dos
tempos modernos. Um
mundo novo em que os homens fazem do corpo o sacrifício da alma!
8.10.11
DIA A DIA - DÉJÀ-VU
A vida desenrola-se a uma velocidade estonteante. Há um
passado que parece alheio. Uma incerteza quanto à existência. Por vezes fico na
dúvida se era eu que vivi aquelas situações. Como se alguém me contasse. Sim,
estive lá, mas que fiz de facto? Como senti as coisas? Como era mesmo?!... Olho
como num filme. Espectador do meu passado. Realizador de mim. Uma sala sem
público. Uma tela sem legendas. Onde começa o que foi, onde acaba o que me recordo?
O que é realidade, o que é imaginação? Como se preenche o vazio dos anos sem
memória? As fotografias que recordam momentos sem cheiro? Porque os actos
deixam um lastro de consequências. Olho e vejo um espelho baço. Um misto de bom
e de mau. De correcto e incorrecto. De alegrias e tristezas. Umas vezes sou eu.
Outras não sei quem era. Uma sensação de déjà-vu.
25.9.11
DIA A DIA - SONHOS DE SABÃO
Um sonho pode ser uma bola. Há quem faça bolas para ter um sonho. Quem tenha sonhos sem bolas. Ter sonhos ainda não custa dinheiro. Mas sem dinheiro quem se arrisca a sonhar?
19.9.11
DIA A DIA - OUTUBRO
Há no ar uma azáfama de início de aulas e de livros
escolares. Uma estranha nostalgia feita de sombras que se alongam nas tardes
crepusculares. O Verão arrasta-se na hesitação da partida. O tempo muda na
incerteza da estação. Hoje calor, amanhã fresco. Um vento agreste, um sol
insuportável. A constipação acumula sinusite nos espirros contidos da gripe
anunciada. Os casacos saem dos armários na esperança de agasalhar. As moscas
hesitam em morrer. As folhas espreitam a vertigem da queda. Na praia as
gaivotas reconquistam o areal. A natureza anuncia a hibernação. Há uma
indecisão em nós. Uma angústia de última estação.
15.9.11
DIA A DIA - SEM ASSUNTO
Estou sem assunto. Sem tema. Sem imaginação. Por isso resolvi não escrever nada. Um dia a dia que é um dia adiado. Amanhã talvez acorde relusente de inspiração... Duvido. Normalmente acordo tarde, embrenhado nas brumas do sedativo da véspera. Depois, o tempo está estupidamente quente e abafado. Corro a Lisboa para o habitual almoço de sexta-feira com os ex-colegas de trabalho, agora amigos. É estranho como só depois de acabar o trabalho na empresa nos tornámos mais íntimos... Dava um bom tema para dissertação. Mas agora não me apetece. Hoje decidi não escrever nada. Está calor... Já tinha dito?! Desculpem, é da idade. Agora vou fazer um pouco de zapping na televisão. Um desporto que me aliena de um dia de preocupações intensas. São os juros, a crise, a União Europeia, a Líbia... Estou mesmo sem assunto. Hoje não vou escrever nada, já disse!
5.9.11
DIA A DIA - COMER É ROTINA?
A vida é uma sucessão de almoços e jantares com intervalo no
meio. Às vezes apetece-me deixar de comer. Romper com esta rotina e ver se fico
mais produtivo. O pior é que tenho fome. Porque será que quando queremos estar
com amigos, marcamos um jantar? E os negócios serão melhores ao almoço? Quase a
fazer 60 anos, olho para trás e a vida desenrola-se numa infindável sucessão de
refeições. Passamos um horror de tempo sentados à mesa. A vida arrasta-se entre
petiscos e brindes de comemorativos. A importância que damos às refeições
excede, em muito, a necessidade de alimentação. A mesa é um prazer. A
celebração da amizade. Um hedonismo intestino. Não é assim com toda a gente.
Alguns porque não apreciam comer. Outros porque fazem da comida uma dieta.
Outros ainda porque não têm dinheiro. De facto, esta é uma rotina dispendiosa. Se
para mim comer é uma rotina diária, para muitos é uma excepção. Quando vejo as
imagens dos campos de refugiados assalta-me, por breves instantes, uma
angústia existencial. Depois entra a reportagem do futebol e o apetite refugia-se
num apetitoso bife com batatas fritas… Nós somos rotina. Uma rotina permanente.
Uma rotina que tudo esquece.
31.8.11
DIA A DIA - PLANETA DOS MACACOS
Os macacos corriam. Saltavam. Davam cambalhotas. O cientista
atrás deles. Perseguições policiais. São Francisco a ferro e fogo. Tudo porque
as experiências com ALZ 112 tinham dado inteligência aos símios. Lá no
laboratório testavam um produto para o Alzeimer. César, o chimpanzé, acaba
mesmo a falar. Só lhe falta tocar piano. Cientistas, jardim zoológico,
tratadores malvados, gorilas enraivecidos, chimpanzés iluminados… Um banal
filme de perseguições, com macacos em efeitos especiais. Parece que filmam homens
a fazer os movimentos e depois trabalham em computador. O resultado são macacos
humanos. Tudo acaba numa apoteose destrutiva no tabuleiro da ponte de São
Francisco, com os habituais carros da polícia a serem amassados e helicópteros
vencidos por macacos trapezistas. Acaba bem, isto é, os macacos conhecem chegar
à floresta de sequóias e o macaco César, líder destacado do grupo, afirma
peremptoriamente: “This is home”. Se ele o diz, nós nada temos a objectar. Para
quem pensava que este filme tinha alguma coisa a ver com o romance de Pierre
Boulle, que deu origem ao célebre filme de 1968, interpretado por Charlton
Weston, desengane-se. Curiosamente o argumento desta chachada é do mesmo Pierre Boulle que, sem dúvida, se especializou em macacos. Lá atrás, nas filas da retaguarda, ouve-se o restolhar
das pipocas e os sorvos de coca-cola. Gente que vem lanchar para o cinema.
Macacos sem efeitos especiais. Ficamos expectantes: para quando o “Planeta dos
Homens”?
30.8.11
DIA A DIA - FILME DE VERÃO
Há dois meses que tento ir ao cinema. Nem que seja para comer
pipocas. Estou desesperado. O cartaz é deveras aliciante: “Cowboys e Aliens”, “Capitão
América”, “Carros 2”, “Chefes Intragáveis”… Chega o Verão e é isto. Como se as
pessoas só tivessem inteligência no Inverno. No Verão somos indigentes,
obrigados a ir à praia. Papar festivais de música, com bandas inenarráveis,
muito pó e imensos DJ’s, gente exótica que vai riscando discos de vinil, na
frustração de não saber tocar. No Verão sentimos ainda mais o peso social. A
estatística dos números. Somos apenas consumidores. Consumimos férias.
Apartamentos no Algarve. Refeições em restaurantes. Pacotes totais em ressorts onde o gado humano vai a
banhos. Consumimos óculos escuros, dietas instantâneas, shots de chiclete com banana. Somos números que ocupam camas. Percentagens
que vão para o estrangeiro. Números que passam portagens. Acidentes reportados.
Número de mortos na estrada. As nossas pessoas pequeninas que habitam os números vivem contentes na
estatística oficial. E andamos felizes porque existimos na percentagem
social do consumo compulsivo. Para quem trabalha, as férias são um
interregno patético. Um cansaço ritual. Um divertimento forçado. Um desperdício
consumista. Para quem não trabalha, as férias dos outros são uma complicação.
Queremos sair. Está tudo cheio ou está fechado para férias. Um pesadelo!... A
tarde cai. Está tempo de trovoada. Vou mesmo ao cinema. “Planeta dos Macacos –
A Origem”. Pode ser que entenda alguma coisa. Amanhã conto.
DIA A DIA - DA LÍBIA COM TERROR
Na televisão o habitual cortejo de árabes barbudos, de
metralhadora em punho. Atacam a meio do jantar, entre a sopa e o bife com
batatas fritas. Foi no Egipto e na Tunísia. Agora é na Síria e na Líbia. Amanhã
será onde calhar. O mundo muçulmano está na Idade Média. Sunitas contra Xiitas.
Berberes contra árabes. Tribos contra tribos. Ricos contra pobres. Ditadores
contra ditadores. Os interesses ocidentais apoiam hoje, para atacar amanhã. As
armas vendem-se bem. O petróleo ainda não esgotou. Não há inocentes. Ficamos
muito contentes com a queda de Kadhafi, mas na verdade nada sabemos do que vai
ser da Líbia. Quem será o ditador que se segue? Virá a guerra civil? Democracia?! O mundo muçulmano está numa profunda crise. Uma crise de valores.
Uma desorientação de lideranças. Precisam de se agarrar ao Corão para ter
legitimidade. Faz lembrar o período da Contra-Reforma na Europa do séc. XVI e
XVII. Católicos contra protestantes. A supervisão absurda de um Papa corrupto.
As lideranças viciadas e viciosas de reis que se arrogavam de herança divina. O
drama do mundo muçulmano é também o drama do Ocidente. Infiltrado por núcleos
muito expressivos de muçulmanos, a nossa tolerância vai acabar mal. A xenofobia
em breve alastrará. A verdade é que nada sabemos dos muçulmanos. E eles não
querem saber de nós. Ambas as comunidades vivem no mesmo espaço, sem se
interpenetrarem. Sem se compreenderem. Sem se respeitarem. Um dia acordamos com
uma Líbia dentro do prato da sopa. Nessa altura vamos precisar de
metralhadoras.
29.8.11
CHEGUEI
Acaba Agosto. Acabam as férias. Eu que não tenho férias, continuo sem fazer nada. Enfim, nada não é bem assim. Tenho comido bem, bebido melhor e dormido assim assim. Ah, e tenho feito outras coisas, daquelas um homem faz... Já me esquecia. Acabei ontem de escrever o livro que me tem ocupado desde Janeiro. Menos uma coisa para fazer. O livro chama-se "Há Biscoitos no Armário". É uma biografia. Agora vai para maquetização e depois produção. Sai a 21 de Outubro, data em que faz 90 anos a pessoa biografada. Falaremos mais sobre isso, um dia destes. Entretanto, surgiram novas ideias para o blogue. Vou introduzir novas rubricas. Para já, amanhã, começa o "Dia a Dia". Entretanto, fiquem com as imagens de uma bela piscina onde dei uns simpáticos mergulhos no meio dos calores estivais.
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