26.6.12

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST


Blogger Eduardo P.L said...
Tócandar é muito boa! Gosto muito. Faço em geral só, por absoluta falta de companhia! Gostaria de ter um grupo como esse! Quando fazia Cooper, tínhamos um grande grupo. Um dos seus integrantes cantarolava enquanto corria. Dizia fazer bem para cadenciar a respiração e portanto cansar menos! Vai daí que TÓCANDAR CANTAROLANDO deve ser u´a maravilha

40 GRAUS

Hoje sobe para 40 graus à sombra. Vou-me pirar a banhos. Têm uma semana para ler os conventos e fazer um resumo. Vou ficar off-line.

25.6.12

TÓCANDAR

Há quase 20 anos que fazemos passeios em conjunto. Passeios em Portugal e no Mundo. Não estão aqui todos os amigos. Alguns andavam por ali tresmalhados, sabe-se lá a fazer o quê. Enquanto pudermos, tócandar...

CONVENTO DE SÃO BERNARDO DE TABOSA

O Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa (também conhecido como Convento de São Bernardo de Tabosa), está situado no lugar de Tabosa, freguesia de Carregal, concelho de Sernancelhe . Foi fundado no ano de 1692, sendo o último mosteiro ou convento cisterciense a ser criado em Portugal, e o 12º feminino da Ordem de Cister no nosso país. É monumento considerado imóvel de interesse público pelo Estado português desde 1971 e se não tomam conta dele depressa, arrisca-se a ser monumento de inutilidade pública nacional.

PELOURINHO - AGUIAR DA BEIRA


Os pelourinhos foram, pelo menos desde finais do século XV, considerados o padrão ou o símbolo da liberdade municipal. Para alguns historiadores, como é o caso de Alexandre Herculano, o termo pelourinho só começa a aparecer no século XVII, em vez do termo picota, de origem popular. A partir dessa altura passou a ser apenas o marco concelhio. Antes dessa altura, segundo Herculano, o pelourinho era uma derivação, de costumes muito antigos, da erecção nas cidades do ius italicum das estátuas de Marsias ou Sileno, símbolos das liberdades municipais. Mas outros historiadores remetem para a Columna Moenia romana, poste erecto em praça pública no qual os sentenciados eram expostos ao escárnio do povo.
O pelourinho de Aguiar da Beira foi provavelmente erguido na sequência do foral novo outorgado por D. Manuel. É um pelourinho em gaiola. A coluna, de fuste oitavado e liso, é cingida por anel de ferro, e rematada no topo por um rebordo oitavado onde assenta o remate. Este consta de uma curiosa gaiola, composta por dois troncos piramidais truncados, o de baixo invertido, e o de cima sustentado por um colunelo central e por um outro lateral, ornado de molduras e botões na base e topo. A gaiola é, assim, quase inteiramente aberta, parecendo o chapéu (tronco de pirâmide superior) pairar sobre a taça. O chapéu é rematado por uma esfera armilar ainda em granito. Não parecem restar vestígios dos restantes colunelos, que supostamente seriam de número de oito, permanecendo a dúvida sobre se teriam de facto existido
Fonte: IGESPAR


AQUILINO RIBEIRO - AS TERRAS DO DEMO



Estas eram as Terras do Demo. Agrestes e isoladas. Geladas no Inverno, escaldantes no Verão. Aquilino nasce no Carregal (concelho de Sernancelhe) em 13 de Setembro de 1885. A linguagem de Aquilino Ribeiro caracteriza-se fundamentalmente por uma excepcional riqueza lexicológica e pelo uso de construções frásicas de raiz popular, cheias de provincianismos. Aquilino foi sobretudo um estilista e, por isso, a sua linguagem vernácula e sem estrangeirismos é arejada, frequentemente condimentada nos diálogos com expressões entre grotescas e satíricas. Num número considerável de obras, Aquilino reflecte, ainda que distorcidas pela imaginação, cenas da sua vida: o convívio com as gentes do campo, a educação ministrada pelos sacerdotes, as conspirações políticas, as fugas rocambolescas e os exílios. Até 1932, ano em que fixa residência na Cruz Quebrada (concelho de Oeiras), todos os ambientes, contextos e personagens que Aquilino cria, remetem para a sua querida Beira natal. O Malhadinhas, Andam Faunos pelos Bosques e Terras do Demo constituem o melhor exemplo desta situação. Fomos prestar-lhe homenagem.

HOTEL RURAL CONVENTO NOSSA SENHORA DO CARMO (FREIXINHO)



Este hotel está situado numa pequena aldeia de nome Freixinho que pertence ao Concelho de Sernancelhe (distrito de Viseu). O hotel está construído no centro da aldeia, que se desenvolve em torno deste, até ás margens do Rio Távora. O Recolhimento, como normalmente é designado o Convento de Freixinho, é uma obra do séc. XVII e era, por vontade expressa do seu fundador, o licenciado João de Gouveia Couto, ali sepultado a 12 de Julho de 1704 na igreja privativa, destinado à educação de meninas de famílias sem grandes recursos. Hoje, o Convento devidamente recuperado, restaurado e adaptado, transformou-se num belo e confortável Hotel Rural.  As suas 60 celas deram lugar a 24 quartos. A Antiga capela de convento deu hoje lugar ao culto gastronómico. Um culto em boufet de grande valia salvífica e enorme poder miraculoso.

FILME PROMOCIONAL QUE ESTÁ A PASSAR EM ESPANHA


SABUGUEIRO


O sabugueiro abunda nestas paragens de Tarouca. É um arbusto de uso medicinal desde a antiguidadeO sabugueiro é hoje em dia uma espécie de grande importância para a indústria, nomeadamente para a indústria farmacêutica, agro-alimentar, têxtil e cosmética. O sumo das bagas de sabugueiro é explorado industrialmente em vários países europeus como a Alemanha, a França e a Dinamarca. Grande parte da nossa produção portuguesa é anualmente exportada para estes países. A utilização da baga como corante faz do sabugueiro uma presença constante no nosso dia-a-dia. Quando comerem um iogurte de morango ou de frutos silvestres não se esqueçam que a cor vem do sabugueiro destas terras.

24.6.12

CONVENTO DE SÃO JOÃO DE TAROUCA - INTERIOR

Um interior deslumbrante carregado de excelente arte sacra. Como não era permitido fotografar, fiz este rude "boneco" de uma famosa escultura de madeira da Virgem e do Menino. O resto fica na descrição, para quem tiver pachorra de ler. 

Instalado num vale atravessado pelo rio Varosa, o Convento de S. João de Tarouca, em Tarouca, é um dos expoentes máximos dos cenóbios cistercienses em Portugal, provavelmente o mais antigo desta ordem religiosa. Começou a ser erguido no século XII e ficou concluído em 1152. Denotando ainda sinais da primitiva construção, a frontaria da igreja é monumental, marcada por quatro sólidos contrafortes pinaculados, rasgada ao centro por um portal seiscentista com pilastras caneladas e verga direita com pináculos, sobre o qual se abre um nicho ladeado por aletas e abrigando a escultura de S. João Batista, encimado ainda com as armas portuguesas. Num dos panos laterais está um arco quebrado entaipado. Lateralmente, abrem-se duas janelas retangulares com frontões em voluta. Antes da empena triangular encimada por uma cruz latina, a fachada é ainda caracterizada por uma elegante rosácea. Uma torre sineira, construída no século XIX, está adossada a um dos flancos da fachada.O corpo da igreja é constituído por três naves - a central de maior altura e coberta por abóbada de berço quebrado e reforçada por arcos torais que arrancam de biseladas mísulas - e transepto saliente. As naves são compartimentadas por sólidos pilares rectangulares forrados por azulejos seiscentistas e sustentando uma série de arcos quebrados.
Nas naves podem admirar-se diversos retábulos de talha dourada e outras belas obras de arte. Assim, perto da entrada observa-se uma imagem de madeira policromada seiscentista de N. Sra. da Piedade e o políptico do século XVI executado por Gaspar Vaz, aludindo a episódios da vida da Virgem e de Cristo. Numa outra capela lateral está exposto o notável quadro de S. Pedro, uma das obras-primas da pintura de Quinhentos e que tem sido atribuída a Vasco Fernandes, mais conhecido por Grão Vasco. Várias esculturas em pedra ou madeira ornamentam os diversos retábulos, destacando-se deste conjunto de imaginária sacra as esculturas medievais de S. Gabriel e da Virgem com o Menino.No transepto encontra-se um políptico do século XVII narrando a infância de Cristo. No lado oposto, pode admirar-se uma outra notável pintura quinhentista de Gaspar Vaz, S. Miguel. Aqui encontra-se o grandioso túmulo românico do infante D. Pedro, Conde de BarcelosPróximo está o magnífico cadeiral de madeira exótica, obra executada pelo portuense Luís Pereira da Costa e pelo barcelense Ambrósio Coelho entre 1729- 1730 e que é, sem dúvida, uma das obras maiores do barroco joanino. O espaldar de talha dourada apresenta uma galeria de figuras que pertenceram à Ordem de Cister. Mais acima, adossado à parede, está o exuberante órgão de tubos, obra barroca de Luís Pereira da Costa e que tinha uma curiosa particularidade funcional: quando era tocado, o órgão tinha uma figura que movia o braço para marcar o andamento, ao mesmo tempo que deitava a língua de fora. As paredes da capela-mor são forradas por revestimento azulejar do século XVIII (1718), mostrando episódios alusivos à fundação deste mosteiro cisterciense. O retábulo-mor é uma soberba composição de talha dourada do Barroco Nacional dos inícios de Setecentos.  Coberta por abóbadas de aresta com pinturas barrocas, a sacrista tem as suas paredes revestidas com diversos tipos de azulejos, mostrando ainda algumas pinturas, um arcaz de madeira e ainda um armário-relicário barroco.
(Fonte: Infopédia - Enciclopédia e Dicionário Porto Editora)


Ver os posts abaixo.
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CONVENTO DE SÃO JOÃO DE TAROUCA - A TULHA

Todo o mosteiro está em reconstrução. Se houver dinheiro vai ficar admirável. Esta é a "tulha", o enorme armazém do convento onde se guardavam os víveres, onde se fazia vinho e azeite. A visita tem horas marcadas. Tivemos a sorte de encontrar pelo caminho a simpática jovem depositária da chave. Imperdível.

CONVENTO DE SÃO JOÃO DE TAROUCA


A origem da Ordem de Cister remonta à fundação da Abadia de Cister (em latim, Cistercium; em francês, Cîteaux), na comuna de Saint-Nicolas-lès-Cîteaux, Borgonha, em 1098, por Roberto de Champagne, abade de Molesme. Este, juntamente com alguns companheiros monges, deixara a congregação monástica de Cluny para retomar a observância da antiga regra beneditina, como reacção ao "relaxamento" da Ordem de ClunyA ordem exerce grande influência no plano intelectual e económico, assim como no campo das artes e da espiritualidade, devendo o seu considerável desenvolvimento a Bernardo de Claraval (1090-1153), homem de excepcional carisma e o grande pregador das Cruzadas. A Ordem estabeleceu-se em Portugal pela primeira vez em Tarouca em 1144, antigo mosteiro beneditino que foi sede até à fundação de Alcobaça. Durante este período não houve em Portugal ordem mais poderosa, devido sobretudo à riqueza de Alcobaça que foi também o centro artístico e intelectual da Ordem. Uma ordem que se dedicou ao desenvolvimento da agricultura, sendo, por isso, proprietária de muitas terras.  
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23.6.12

E AGORA?


COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST


Anonymous said...
"QUE TEXTO !!!"
Made in Jorge Pinheiro!
Único, sem falsificações, ainda bem!
Continua a escrever.
Mesmo que seja em papel a lápis.


Vou te falar, a cada dia ando mais farta dos pixels, dos blogs, dos facebooks, dos pcs, do virtual, desta porcaria de parafernália toda.
Li

UCANHA E OS DIREITOS DE PASSAGEM




A Fernanda arisca-se a não passar. Vai-lhe ser pedido tributo para cima de um tomate e não têm multibanco. De um lado estão os maus e do outro os ainda piores. São todos padres. E, como se sabe, os padres só perdoam depois do óbulo completo e em casos raros de extrema unção devidamente testamentada. A Fernanda arrisca-se a ficar debaixo da ponte ou nas celas húmidas da Torre, rezando por mais cabidela. Foi isso que me disse o erudito José Leite de Vasconcelos, nascido ali em Ucanha: era a defesa do couto monástico de Salzedas; a ostentação senhorial, bem patente na alta torre; e a da cobrança fiscal, pelo valor económico que tal representaria para o mosteiro cisterciense erguido próximo. Aqui tens de pagar. E ainda hoje se paga. Paga-se a visão da fronteira das terras do Ordem de Cister. Vai tudo para compotas.

22.6.12

SLOW MOTION

E afinal o que é o Gerês? Umas termas que ainda têm água. Um arroz de sarrabulho navegando na azia sanguinolenta da morcela  devastadora. Imenso verde e algum maduro. Cubas que são lagos de mosto. Trilhos cansativos na esperança do salvífico hotel. Curvas intermináveis em busca do eterno rojão... Não fosse a máquina fotográfica e nada disto teria interesse. Sim, a vida é uma fotografia estampada no FaceBook. Escrever anda difícil. A ortografia é periférica e a gramática esotérica. Somos descendentes analógicos da vida em pixel. Haverá um dia em as petingas são codificadas e o bacalhau em slow motion. Um dia em que as fotos são o resto que falta da nossa vida. 

COGUMELOS DA BOSTA


O BOI


ALDEIAS PERDIDAS


20.6.12

JIMI HENDRIX E MATEUS ROSÉ

Hendrix também ajudou a vender o Mateus Rosé nos anos 60.

SOLAR DO MATEUS ROSÉ - VILA REAL


O Palácio de Mateus, nos arredores de Vila Real, é uma casa solarenga de grande elegância e uma das maiores expressões da arquitectura civil do Barroco nortenho, possuindo ainda belos jardins e extensas propriedades vinículas circundantes. Data de 1619 a sua construção original, mas o palácio actual está ligado à pessoa de António José Botelho Mourão, seu proprietário em 1721, sabendo-se por documentação coeva que o renovado palácio foi concluído em 1750 pelo seu filho, D. Luís António Mourão. Atribuiu-se ao arquiteto italiano Nicolau Nasoni a responsabilidade pelo projecto do Solar de Mateus. Nasoni terá remodelado um palácio construído. O edifício é constituído por três corpos, sendo o central recuado. A fachada principal apresenta grandes janelas com frontões triangulares simples e outros ondulados e interrompidos por concheado. Num dinâmico jogo barroco, o arquitecto recorre ao contraste entre superfícies côncavas e convexas, com formas ascendentes e descendentes, balaustrada convergente e divergente. As linhas túrgidas horizontais são interrompidas por um coroamento de estátuas de vulto perfeito e pináculos, acentuando as linhas verticais do conjunto. Exuberância e requinte dos pormenores esculpidos, combinando com a artificiosa e engenhosa escadaria dupla, compõem o conjunto nobre da fachada solarenga. O cenário arquitectónico do Solar de Mateus tornou-se famoso em todo o mundo através dos rótulos do conhecido vinho rosé, baptizado com a mesma denominação da propriedade onde é produzido.
Mais duas fotos nos posts anteriores.