29.2.12

PREGAÇÃO

TOMAR - XI - JANELA MANUELINA (CONVENTO DE CRISTO)


Atribuída a Diogo de Arruda, é um dos mais originais exemplos do tardo-gótico manuelino, executado entre 1510-1513. Motivos hiper-realistas, simbolizando a Árvore da Vida e o Tronco de Jessé. Um verdadeiro manifesto iconográfico do programa imperial de D. Manuel e da Ordem de Cristo.

TOMAR - X - CLAUSTRO PRINCIPAL (CONVENTO DE CRISTO)



Iniciado por João de Castilho em 1530, durante a campanha de obras de D. João III, foi parcialmente demolido e substituído pelo actual, projecto de Diogo de Torralva, concluído em 1562. Obra-prima do Renascimento europeu.

TOMAR IX - FOI AQUI QUE PERDEMOS A INDEPENDÊNCIA

Iniciada em 1513, na campanha de obras de D. Manuel I, o piso inferior serviria para Capítulo dos Frades e o piso superior para os Cavaleiros. D. João III suspendeu as obras. O edifício nunca foi acabado. Em 1581 reuniram aqui as Cortes de Tomar, que confirmaram a União Ibérica, na pessoa de Filipe II de Espanha (I de Portugal). Para a cerimónia foi concebida uma cobertura feita e velas de navios e foram revestidas as paredes de tapeçarias.

A CRUZ TEMPLÁRIA OU ORBICULAR



A Cruz Orbicular (ou Cruz Templária) aparece na totalidade dos templos românicos (séc. XI e XII). No Castelo de Tomar escontrm-se imensas estelas orbiculares, algumas expostas no Claustro das Lavagens. Este símbolo foi adoptado pelos Templários portugueses e, mais tarde, ao tempo e D. Dinis, deu origem, por estilização, ao símbolo da Ordem de Cristo. Trata-se de um símbolo muito antigo, cujo significado vamos aqui tentar sintetizar.
A palavra templum, em latim, quer dizer delimitar. Um espaço sagrado onde reina o cosmos, protegendo o homem do caos e da insegurança do exterior. As cruzes orbiculares marcam essa "protecção mágica" nos quatro lados do templo. No "românico" as igrejas são fortalezas de pedra, com janelas diminutas, claramente viradas para o recolhimento em segurança física e também votadas à meditação e introspecção. A Cruz Orbicular terá origem oriental, expandindo-se pelo Egipto e chegando à Europa via Bizâncio e norte de África e à China por intermédio dos missionários nestorianos. A Cruz Orbicular torna-se universal. Todos os reis portugueses, até Sancho II, usaram esta cruz no respectivo selo. Os Templários portugueses usaram-na como símbolo místico. Só com D. Dinis e com a extinção da Ordem pelo Papa, a cruz estiliza-se na Cruz da Ordem de Cristo (os Templários renovados), a que aparecia nasa velas das caravelas.
A origem e significado nada tem a ver com a cruz onde Cristo foi crucificado. É muito anterior. No séc. IX a.C. já existiam na Assíria e no séc. XV a.C. foi encontrada uma em Cnossos (Creta). A sua origem insere-se na tradição antiquíssima da cruz "inscrita no círculo". Aliás, a cruz de Cristo só começou a ser usada no séc. Vd.C. Até aí era o Icthus (Peixe). A cruz de quatro braços iguais, apontando para os quatro pontos cardeais, é o símbolo da totalidade do Cosmos, inspirando os próprios mandalas. É o símbolo da harmonizaçao dos quatro elementos, sendo o centro o motor imóvel, o quinto elemento, a raiz do movimento. A "dupla hélice". E como "Deus é geómetra", segundo Platão, a Cruz Orbicular é um prodígio de geometria: a intersecção de um círculo central com quatro círculos laterais. Os indianos adoptaram a suástica (suástica em sânscrito quer dizer cruz) de Vishnu que roda para a esquerda e representa o movimento de construção; e a suástica de Shiva que roda para a direita e simboliza o movimento de destruição. O Cosmos mantém-se graças aos dois movimentos, formando um círculo com duas linhas iguais a cruzarem-se ao centro, a Cruz Orbicular.

TOMAR - VIII (CLAUSTROS)



TOMAR - VII

Com D. João III, a Ordem de Cristo foi reformada passando a congregação de clausura, segundo a Ordem de São Bento (1529). Acabaram os tempos gloriosos dos Templários. A mudança implicou a construção de um vasto conjunto de dependências, organizado em torno de seis claustros. A modernização dos espaços reflectiu o programa arquitectónico segundo o modelo da "Cidade de Deus" (Santo Agostinho), executado por Frei António de Lisboa. O Convento de Cristo é uma amálgama impressionante de estilos. Um labirinto de corredores e de passagens. Claustros que dão para claustros. Arcos, janelas, ogivas. Escadas em caracol. Subterrâneos exotéricos. Ali está toda a história de Portugal.

28.2.12

TOMAR - VI (CORO ALTO)


TOMAR - V (INTERIOR DA CHAROLA)



COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

Paulo said...
Praticamente todos os dias passo por aqui, não tenho é tempo para deixar mais comentários. A leitura é sempre interessante e/ou divertida. Não admira que haja tanta visita.
Parabéns Jorge e continua por favor.
Abraço
Paulo
Agradeço a todos os comentários ao post anterior, que muito me incentivam a continuar. Deixo simbolicamente o comentário do Paulo, um dos meus leitores mais antigos.

250 MIL VISITAS

Este é provavelmente um dos melhores sites da blogoesfera. Acontece que pouca gente reparou e ainda bem. Se fossem milhões não poderia distribuir o meu afecto por todos. Assim são todos meus amigos. Obrigado pela companhia.

27.2.12

TOMAR - IV (A CHAROLA)

Remontando aos finais do século XII a Rotunda (Charola) constituía primitivamente o oratório dos Templários (depois integrada no perímetro do Convento de Cristo). Consta que os monges-guerreiros aqui viriam ouvir missa montados nos seus cavalos, equipados para a luta com o Mouros.Trata-se de uma construção octogonal de dois andares, sustentada por oito pilares e rematada por uma cúpula. Este octógono é separado do polígono exterior de 16 lados por um deambulatório de abóbada anular. A decoração actualmente restaurada - estuques, painéis pintados, estátuas - data do início do século XVI. Esta rotunda obedece ao tipo de edifícios templários de plano centrado, mas a sua organização constitui uma interpretação original da igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Uma construção única no mundo.

TOMAR - III

Grande parte da construção do castelo foi efectuada com pedras aproveitadas da cidade destruída de Além da Ponte (a «Sellium» romana), situada na margem do rio Nabão - algumas delas são facilmente identificáveis graças à preservação das inscrições. Formando um pentágono de forma irregular, a fortificação é fruto de uma arquitectura militar avançada para a época e realizada na Terra Santa, na qual se inspirou provavelmente Gualdim Pais. Duas cintas de muralhas - uma exterior e a outra para proteger a torre de menagem - e o emprego conjunto de torres redondas e de cubelos são disso testemunho, bem como a maravilhosa charola do convento, de inspiração oriental.

TOMAR - II

O sítio sobre o qual se eleva o Castelo dos Templários foi baptizado, em 1190, com o nome árabe do Nabão, onde Gualdim Pais tinha acabado de repelir um ataque muçulmano. Depois de ter tentado retomar Silves (no sul de Portugal), o emir de Marrocos, à frente de um grande exército apoiado pelas tropas dos reis mouros da Andaluzia, avançou para o Norte. Atravessou o Tejo, cercou Santarém, onde se encontrava o rei D. Sancho I, e apoderou-se de Torres Novas e Abrantes. Preparava-se para fazer o mesmo com Tomar, mas ao fim de seis dias de assalto, os templários mantinham invicto o castelo onde se tinha refugiado a população. Os sitiados causaram enormes baixas aos Mouros, principalmente quando estes conseguiram forçar a porta sul do castelo e entrar aos milhares na cinta exterior. Num imediato contra-ataque, os cristãos repeliram os assaltantes com tal ímpeto e causaram uma destruição tal entre os inimigos que a porta passou a ser conhecida como «Porta do Sangue».

TOMAR - I

A História de Tomar está intimamente ligada à Ordem dos Templários. A vila desenvolveu-se no sopé do morro onde o Grão-Mestre da Ordem, Gualdim Pais, fundou um castelo em 1160. O principal monumento de Tomar é composto pelo Castelo e pelo Convento de Cristo, edificados sobre a colina que domina a cidade(o parque tem 45 hectares). Do castelo primitivo (século XII), restam actualmente as muralhas que outrora cercavam a fortaleza e a alcáçova com a sua torre de menagem, bem como o templo de plano circular e o altar-mor no centro de uma capela octogonal (a "Charola") , segundo o estilo românico em rotunda tão apreciado pelos templários e baseado no Templo da Rocha, em Jerusalém. Após a extinção da Ordem dos Templários (1312), foi criada em Portugal a Ordem de Cristo para a substituir e a integrar. Esta Ordem viria a ser decisiva nos Descobrimentos Portugueses, havendo quem lhe atribua o papel de motor e principal financiador das descobertas. A sede da Ordem era em Tomar. Entre 1430 e 1460, o Infante D. Henrique (então governador da Ordem), acrescentou à construção inicial os clautros góticos do Cemitério e das Lavagens. D. Manuel I mandou construir nova igreja (arquitectura tardo-gótica), profusa e exoberantemente decorada. Nestas obras se inclui a "Sala do Capítulo" e as famosa janelas ornadas de símbolos que remetem para a celebração do poder imperial manuelino. Tomar é uma ciadade templária. Cada pedra tem história e tudo é simbólico.

HISTÓRIA DE MACAU - XXIV (FIM)

Em Macau não houve Guerra Colonial. Com o regime democrático instaurado em Portugal pela Revolução dos Cravos, em 1974, Portugal iniciou conversações com os movimentos de libertação das colónias portuguesas. Essas negociações conduziram ao Acordo do Alvor. Nasciam assim, em 1975, os novos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP): Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. A China rejeitou a transferência imediata da soberania de Macau, tendo apelado para o estabelecimento de negociações que permitissem uma transferência harmoniosa. Com o decorrer das negociações, o estatuto de Macau redefiniu-se para território chinês sob administração portuguesa e a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China foi agendada para a data de 20 de Dezembro de 1999, através da Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau. Este documento bilateral e internacional, assinado no dia 13 de Abril de 1987, estabelecia ainda uma série de compromissos e garantias feitas entre Portugal e a China que permitiam a Macau um considerável grau de autonomia e a conservação das suas especificidades, incluindo o seu modo de vida e o seu sistema económico de carácter capitalista, até 2049. Hoje, Macau é uma Região Administrativa Especial da China. Um dia hei-de lá ir...

SOLUÇÃO DO PASSATEMPO

25.2.12

PASSATEMPO - QUEM ESTÁ NO PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS?

No topo do Padrão dos Descobrimentos (Belém) está o Infante D. Henrique. Sabem quem são os outros? Fica o passatempo de fim-de-semana.  Pois, e tem de ser pela ordem certa de cima para baixo (direita pela esquerda). E, já agora, tentem dizer o que eles fizeram pela Pátia. Ah, e o que acertar em mais nomes terá direito a um prémio muito especial. Um prémio supresa (não é político). Entretanto, vou ali já venho. Vou investigar uns claustros perdidos no meio das perigosas terras dos Templários.

24.2.12

AO SOL


DOCAS



AFONSO DE ALBUQUERQUE



Baixos relevos da estátua dedicada a Afonso de Albuquerque, na praça do mesmo nome (conhecida por Praça do Império), frente ao Palácio Nacional de Belém (Presidência da República). Poucas vezes reparamos nestes "detalhes".

ZECA AFONSO - 25 ANOS DEPOIS

23.2.12

PALÁCIO NACIONAL DE BELÉM



O Palácio Nacional de Belém, em Lisboa, fica situado no n°11 da Calçada da Ajuda (Praça Afonso de Albuquerque) em Belém, sendo actualmente a residência oficial do Presidente da República.

O Palácio foi construído em 1559 pelo fidalgo D. Manuel de Portugal. Situa-se na zona sudoeste da cidade de Lisboa, em Belém. O palácio tinha jardins à beira do Tejo, quando o rio tinha a margem mais próxima do que na actualidade. No século XVIII, D. João V, comprou-o ao conde de Aveiras, tendo-o alterado radicalmente. Acrescentou-lhe uma escola de equitação (as cavalariças são hoje o Museu Nacional dos Coches) e adaptou o interior para poder fazer as suas conquistas amorosas com discrição.Em 1912, já depois da proclamação da república, o Palácio de Belém foi designado residência oficial do Presidente da República. Os presidentes da I República tinham porém que pagar renda ao Estado para residirem no Palácio (para não serem acusados de gozarem de privilégios atribuídos ao anterior regime). Durante o Estado Novo o Palácio de Belém não foi palco de relevantes acontecimentos políticos, devido ao reduzido papel atribuído ao Presidente da República pela Constituição de 1933. Neste período, apenas o Presidente Craveiro Lopes, habitou permanentemente o Palácio (entre 1951 e 1958). Depois do 25 de Abril, apenas o presidente Ramalho Eanes habitou permanentemente o Palácio. Hoje, o elegante edifício de cor rosada é a residência oficial  e de trabalho do Presidente da República Portuguesa

 

O SOL É PORTUGUÊS

Não chove vai para três meses. A seca é extrema em vários pontos do país. Mas nem tudo são más notícias. O azul e o brilho do Sol infuenciam o humor. Há uma relação directa entre o Sol e a saúde mental. Biologicamente somos activados pela luz e não pela escuridão. O Sol melhora o nosso estado de espírito. A luz entra pela retina e activa o hipótalamo que controla o sono, as emoções e o apetite sexual. Nos países do norte há mais depressões. Até inventaram a fototerapia! Por isso, aproveitem este "Verão frio" para fugir à crise. Vão à praia.

20.2.12

NOVAS PINTURAS?



HISTÓRIA DE MACAU - XXIII

Finalmente, a 29 de Janeiro de 1967, o Governo de Macau e as autoridades da República Popular da China, chegaram a um acordo, assinado na sede da Associação Comercial. Tudo foi humilhante naquele acordo. O local, o conteúdo, a forma. O Governo pediu desculpas à comunidade chinesa, renunciou à ocupação perpétua sobre Macau, reconhecendo o poder e controlo de facto dos chineses sobre Macau. Nos termos do acordo, foi ainda proibido dar apoio ou asilo político aos nacionalistas do Kuomintang. Foram entregues à China cinco guerrilheiros nacionalistas, que foram imediatamente fuzilados. Procedeu-se à indemnização das famílias das vítimas. Ficou claramente marcada a posição da China. Portugal apenas estaria em Macau enquanto a China quisesse. A autoridade da elite chinesa pró-Pequim, saiu altamente reforçada. Nobre de Carvalho, o Governador, arriscou muito. Ele cortou o “nó górdio” ao assinar o Acordo. Lisboa nunca aceitou o texto. Salazar limitou-se a condescender, num “faça o que entender”, que deixava antever o pior, se as coisas corressem mal. Foi um acto de coragem. Assinar o Acordo era a única saída para conservar o território. Os chineses não podiam perder a face. A verdade é que nunca mais houve uma sublevação em Macau. Foi como se, de repente, todos respirassem de alívio. A Revolução Cultural demorou ainda quase dez anos. Mas, em Macau, a vida voltou ao normal. As manifestações prosseguiram, é certo, mas eram agora “formais”. Tudo era previamente acordado com as autoridades portuguesas. Não havia problemas. Os chineses tinham marcado o seu ponto. O bambu vergou, mas não quebrou. O Governo de Macau aprendeu a lição.

NAQUELE TEMPO - CARNAVAL 1958

Naquele tempo o Carnaval fazia-se de serpentinas e confetis. As festas eram na Cooperativa Militar, ali à rua de S.José, em Lisboa. Fatos de cow-boys, índios e "pierrots", fadas e columbinas. Ainda não havia samba e o corso era no Estoril. Outros Carnavais.  

19.2.12

PASSATEMPO VARAIS

Estes foram os Varais mais votados, cada um com quatro votos, num total de 18 participantes. À esquerda, um varal de Lisboa (algures no Bairro Alto). À direita, um varal obtido na marina da Ilha Terceira (Açores). Quero agradecer a todos e esperar que ninguém tenha ficado zangado com qualquer avaliação abusiva da minha parte. Uma palavra especial ao Tonho pelos fantásticos desenhos.


18.2.12

PASSATEMPO VARAIS - AS RESPOSTAS II


Aqui estão as nove últimas respostas do Oráculo da Linha. Estava difícil devido ao clima de Carnaval. Espero que se tenham divertido com esta brincadeira e, acima de tudo, desculpem qualquer coisinha…

Tonho – Varal 2 e 7
Uma leitura antagónica. O bucolismo e o modernismo. Personalidade complexa em permanente auto-análise. Espírito arguto e crítico. Visualização introvertida do mundo. Uma enorme vontade de sair de si.

Daga – Varal 1
Um varal ao vento. Andar à bolina. Dominar o mar. Enfrentar o vento. Mesmo amarrado não há porto seguro. A vida é uma tempestade. Mais vale saber navegar do que morrer no cais. Um estoicismo que faz da vida um descobrimento.

Luísa – Varal 1
Atenção e perspicácia. Sensibilidade e poesia. Uma aparente fragilidade feita de respeito vivencial. O mar é bom no regresso. A segurança de chegar depois da aventura cumprida. O conforto do lar nos detalhes quotidianos. E lá no alto o Sol brilha numa certeza divina.

Fátima Cristina – Varal 3
Verão. Sensação única de estar. O sabor a sal. A liberdade do calor. Toalhas coloridas, símbolos da infância perdida. Necessidade de azul tropical. Quem nunca viveu ao Sol não entende o chamamento da pele.

Helena – Varal 6
Uma visão onírica na distância e na saudade. A “casa portuguesa” como redenção migratória. A necessidade de voltar às raízes. A um “paraíso perdido” mitificado no fado de além-mar. A vida liberta cheiros e cores, medos e esperanças. A vida são escadas que sobem e descem nos bairros de Lisboa.

Misabel Machado – Varal 9
As meias coloridas… sempre a andar. Uma visão “pop” da vida. Uma vida sem castanho. Vibrante e de paladar intenso. Os dissabores fazem parte. É preciso seguir em frente que a vida não espera nas curvas do destino.

Selena – Varal 2
Uma paisagem sem vento. Cheiro a terra molhada. Bucolismo em estado puro. Os aventais como nota dissonante, quiçá intrigante. Uma personalidade que se interroga. Que insiste em se desvendar. Que persiste em se interiorizar. Uma incerteza de ser numa busca inquietante.

Paula – Varal 5
Uma vontade de viver sem limites. Cores fortes que se liquefazem numa tela sensitiva. Personalidade extrovertida e abrangente. As coisas são simples. Importa descomplicar. E a vida corre num enquadramento perfeito, como o Sol que brilha nos varais luminosos do hemisfério sul.

Eduardo – Varal 2
Uma perspectiva iconográfica da vida. Uma personalidade que se desdobra em múltiplos avatares. Heterónimos virtuais de uma confrontação pessoal. Os aventais brancos transmitem o absurdo na paisagem bucólica. Uma desconstrução ideográfica da realidade impressionista. Uma existência em que a dúvida é uma certeza.

Mais um desenho by Tonho. Uma colaboração espontânea que muito agradeço.

17.2.12

PASSATEMPO VARAIS - AS RESPOSTAS I


Depois de consultados os astros, eis as primeiras nove respostas do oráculo. Foram tidas em conta as escolhas de cada um e as frases que as acompanharam. Amanhã há mais...

Mª de Fátima – Varal 5: Uma indecisão na escolha que é uma inquietação na vida. Temperamento frontal e desassombrado. Viver é seguir em frente. Dar o que temos e o que não temos. Receber o mais possível. A vida são cores fortes.

Li – Varal 7: Simplicidade aparente. Uma personalidade que se interroga e questiona (às vezes demais). A vida está pendurada nas molas do destino. A roupa pode cair, mas ela ficará sempre de pé.
Myra – Varal 7 e 8: As formas, as sombras, as texturas… Uma atitude estética e uma inquietação permanente. Onde acaba o infinito? O que está para além do horizonte? Linhas que se cruzam na palma da mão. Uma abstracção feita de força.

Anónimo I – Varal 6: Um varal clássico. Um valor seguro. A vida é uma rima que se conjuga na felicidade. Uma revelação que se vai descobrindo. Um mistério incógnito no anonimato. Uma personalidade que se decifra na intenção.
Fernanda – Todos os varais: Minha querida, a menina gosta muito do oráculo… ou será que não se quer revelar?

João – Varal 1: Uma âncora de amizade. Uma necessidade de comunicação. Uma vontade de afirmação e aceitação. Viaja sem fronteiras com o Porto no horizonte. Um conceito lúdico de estar. Aprecia valores seguros e tem fortes convicções.
Anónimo II – Varal 7: Uma visão tendencialmente redutora, mas complexa na resolução. A família numa lavagem simbólica. A interiorização do amor num ritual solar. A pureza dos filhos que é a pureza dos ideais.

Peri s. c. – Varal 5: Vontade de saber mais. Ver para dentro do olhar. Uma curiosidade urbana que se interroga. As cores deixam marcas e as marcas não se apagam. A intimidade exposta como reversão judaico-cristã.

Mena – 1: Sol, sal, mar… Os elementos básicos como estabilidade essencial. Agarrar a vida num sabor que tudo alcança. A sensibilidade à flor da pele. Um aparente desprendimento interiorizado numa revolta contida. Vontade de largar amarras.

Mais um fantástico desenho by Tonho, a quem agradeço a colaboração.